Congestionamentos provocam transtornos em toda a baixada santista

Terminais marítimos que desrespeitarem programa de agendamento de cargas para embarque serão multados; nesta terça, às 7h, havia 8 km de filas na antiga Piaçaguera-Guarujá

Zuleide de Barros, de O Estado de S.Paulo, Atualizado às 19h35

18 de fevereiro de 2014 | 13h17

SANTOS - A Secretaria Especial dos Portos (SEP) vai multar os terminais marítimos que desrespeitarem o programa de agendamento de cargas para embarque no Porto de Santos. A medida foi anunciada no final da tarde desta terça-feira, 18, pelo diretor do Departamento de Informações Portuárias da SEP. Luiz Cláudio Santana Montenegro, após uma série de reuniões com a diretoria da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), prefeitura de Cubatão, representantes das indústrias, Polícia Rodoviária Estadual, dentre outros órgãos, depois do caos que se instaurou na manhã de ontem na região, com o congestionamento de caminhões que travaram as estradas da Baixada Santista.

Antes das 7 horas, a Polícia Rodoviária já registrava 8 quilômetros de congestionamento na Rodovia Cônego Domênico Rangoni, antiga Piaçaguera-Guarujá, com o intenso volume de caminhões de carga que se dirigiam aos terminais marítimos localizados na margem esquerda do porto. O caos também foi observado na entrada da Via Anchieta, em razão do volume de carretas em direção aos terminais da Alemoa, na entrada de Santos. Os motoristas que pretendiam subir a serra ficaram parados por mais de três horas, repetindo-se a mesma cena registrada no primeiro semestre do ano passado. Para o presidente da Codesp, Renato Barco, o problema todo foi decorrente do não agendamento dos caminhões que vieram para os pátios reguladores, instalados em Cubatão. "Não vou dizer que fomos surpreendidos, mas foi um fluxo de veículos acima do normal", disse. Barco revelou que alguns caminhões se adiantaram ao agendamento, abarrotando os pátios e as estradas.

De acordo com o diretor da SEP, o diagnóstico do caos já foi feito: o desrespeito ao programa de agendamento e que, de agora em diante, além das notificações que já estão sendo feitas, as empresas serão punidas com multas de variam de R$ 1 mil a R$ 2 mil por veículo que descumprir as normas estabelecidas no ano passado, para que os congestionamentos não se repetissem com o início do embarque da safra de soja.. "O maior prejudicado com a quebra das regras é a sociedade", afirmou Montenegro, acrescentando que a partir desta quarta-feira, os terminais já poderão ser multados. Na terça-feira da semana passada, dois terminais (Caramuru e Libra) foram notificados, em decorrência de problemas no agendamento, que deram margem aos primeiros congestionamentos. Ontem, a situação piorou, com a constatação de que nada menos que 12 mil caminhões vieram para a região, muitos deles sem qualquer tipo de agendamento, antecedendo-se ao período de embarque.

Montenegro deixou claro que o porto de Santos tem capacidade de absorver toda a safra de grãos destinada à exportação, desde que haja um mínimo de organização. Já o presidente da Codesp destacou que o porto não pode se dar ao luxo de funcionar apenas nos cinco dias úteis da semana. "O porto 24 horas é uma realidade e não se justifica que os caminhões não transportem suas cargas nos fins de semana", completou. Já em relação aos problemas observados nas proximidades do distrito da Alemoa, Barco declarou que o problema deverá ser solucionado pela prefeitura de Santos, uma vez que o local, que concentra uma série de terminais, não faz parte do porto organizado.

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