Consórcios entregam reivindicações sobre Belo Monte

Principal pedido é a correção do preço-teto para a tarifa de energia fixada no edital em R$ 83 por megawatt-hora

Leonardo Goy, da Agência Estado,

26 de março de 2010 | 12h32

Os representantes dos consórcios interessados em disputar o leilão da hidrelétrica de Belo Monte entregaram na quinta-feira, 25, ao Ministério de Minas e Energia uma lista de mudanças nas regras do leilão. A principal, segundo uma fonte do governo, é a correção do preço-teto para a tarifa de energia fixada no edital em R$ 83 por megawatt-hora. Os empresários chegaram a sugerir ao governo fazer uma simples correção monetária do valor, para cima, para não ter de mexer no texto do edital.

 

A outra reivindicação é aumentar de 20% para 30% a fatia da energia da hidrelétrica que poderá ser comercializada no mercado livre de energia. Pelas regras atuais, se o consorcio tiver entre seus sócios autoprodutores (grandes produtores que investem na geração de energia para consumo próprio), 70% da energia deverá ser negociada no mercado cativo, formado pelas distribuidoras de energia; 20% pode ir para o mercado livre e 10% tem de ser direcionados ais autoprodutores pertencentes ao consórcio. Mercado livre é aquele formado por grandes indústrias que negociam a energia que consomem diretamente com geradores.

 

Os empresários também pediram regras mais favoráveis no financiamento que será concedido pelo BNDES ao futuro proprietário da usina. O Ministério de Minas e Energia se comprometeu a analisar a pauta de reivindicações e a possibilidade de atendê-las,mas não abre mão de manter a data do leilão em 20 de abril e já avisou que não vai mudar o edital. O que está sendo estudada, segundo a fonte, é a possibilidade de atender total ou parcialmente esses pedidos, por outros mecanismos, sem ter que mexer no edital. Apesar das reivindicações, a fonte governamental disse que as empresas manifestaram que estão prontas para o leilão e que só querem algumas melhorias nas regras.

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