Consumidores não devem gastar mais para o Dia das Crianças

Segundo pesquisa da FGV, maioria dos compradores pretende gastar a mesma quantia gasta em 2006

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

25 de setembro de 2007 | 17h56

A maioria dos consumidores pretende gastar, no Dia das Crianças deste ano, o mesmo valor gasto em presentes para a mesma data no ano passado. É o que revela levantamento especial da Fundação Getúlio Vargas (FGV) sobre o tema, que usou como base os 2.000 consumidores entrevistados para cálculo do Índice de Confiança do Consumidor (ICC). Segundo a fundação, 67,5% dos pesquisados pretendem gastar em 2007 a mesma coisa que gastaram na mesma época, no ano passado. No levantamento feito para essa mesma pesquisa, no ano passado, o porcentual de entrevistados com essa resposta foi de 57,9%. Segundo o coordenador de sondagens conjunturais do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), Aloisio Campelo, subiu de 12,7% para 13,7%, da pesquisa de 2006 para a de 2007, a parcela dos consumidores que pretendem gastar mais com o presente de Dia das Crianças, em relação ao que gastaram no ano passado. No mesmo período de comparação, porém, também subiu de 19,8% para 28,4% a parcela dos entrevistados que pretendem gastar menos no presente relacionado à data, em comparação com a despesa do ano passado. "Parece que a maioria dos consumidores entrevistados migrou para o 'meio-termo' preferindo gastar a mesma coisa que gastaram ano passado", disse o economista. A maioria dos pesquisados (41,1%) pretende gastar preço médio entre R$ 21 e R$ 50 no presente deste ano. Entre os tipos de presente, novamente os brinquedos ocupam a primeira posição, sendo citado por 49,8% dos entrevistados. "Mas essa preferência já foi maior. No ano passado, os brinquedos eram opção de 57% dos pesquisados", disse Campelo. Na avaliação do economista, os brinquedos perderam espaço este ano para o setor de eletroeletrônicos, que inclui produtos como videogames e MP3. De acordo com ele, a intenção de comprar esse tipo de item foi lembrada por 8,4% dos pesquisados esse ano - em comparação com a preferência de 1,9% dos entrevistados para essa mesma pesquisa, no ano passado. "Pode ser que, com o dólar baixo, os preços desse tipo de produto, que são importados ou têm muitas peças importadas, estejam mais em conta para o consumidor", disse.

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