Consumo de álcool no Brasil cresceu quase 50% em 2007, diz ANP

O consumo de álcool hidratado em2007 no Brasil cresceu quase 50 por cento em relação a 2006,enquanto o mercado de combustíveis em geral cresceu 7,57 porcento de um ano para o outro, de acordo com dados divulgadosnesta terça-feira pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). O avanço do consumo de álcool hidratado, usado nos veículosbicombustíveis, implicou numa ampliação da participação dessecombustível no mercado para 7,9 por cento, ante 5,7 por centoem 2006. "No ano passado, o mercado de combustíveis cresceu mais queo PIB e há vários fatores que explicam isso: a maiorfiscalização que reduziu os volumes na informalidade, a maiorvenda de carros flex, a queda de preços e o aumento da renda dapopulação", disse o superintendente da área de abastecimento daANP, Edson Silva. Segundo ele, só a redução da informalidade do mercado deálcool hidratado contribuiu com cerca de 10 pontos percentuaispara o crescimento do consumo de 49,39 por cento ante 2006. "A informalidade do álcool hidratado chegou a 33 por centodo volume comercializado em 2003, mas adotamos novas medidas eessa informalidade hoje é de 11 por cento, contra 13 por centoem 2006", disse Silva. De acordo com dados da ANP, a venda de veículos flex no anopassado aumentou 42 por cento, e o preço do álcool hidratadopara os consumidores caiu 14,1 por cento. "A tendência do mercado de álcool é continuar crescendo nospróximos anos, mas isso vai depender do preço em relação àgasolina. Se a diferença diminuir, muita gente pode voltar paraa gasolina, é a lei da oferta e da procura", disse Silva aolembrar que o consumo de álcool só é vantajoso se o preço dobiocombustível ficar em até 70 por cento do valor da gasolina. O consumo de gasolina no ano passado cresceu apenas 1,06por cento; de diesel, 6,31 por cento; óleo combustível, 7,74por cento; e o de gás natural teve um avanço de 11,27 porcento. O GNV ampliou sua participação de mercado de 3,6 por centopara 3,8 por cento, enquanto a gasolina reduziu a sua de 31,1por cento para 29,1 por cento. (Por Rodrigo Viga Gaier)

REUTERS

19 de fevereiro de 2008 | 19h06

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