Consumo menor afasta necessidade de rever mistura de etanol na gasolina

Segundo presidente do Sindicom, consumo de hidratado está caindo de forma a se equilibrar com a oferta, o que deve evitar sua redução na gasolina de atuais 25% para 18%

Eduardo Magossi, da Agência Estado,

21 de julho de 2011 | 16h00

A queda registrada no consumo de etanol hidratado nos últimos meses elimina, pelo menos neste momento, a necessidade de rever a mistura de anidro na gasolina, na opinião do presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), Alísio Vaz. O executivo, que participou nesta quinta-feira, 21, em Brasília, da reunião do grupo de acompanhamento do etanol formado por representantes de produtores, distribuidores e governo, disse que os dados apresentados mostram que o consumo de hidratado está caindo de forma a se equilibrar com a oferta, o que deve evitar a redução do anidro na gasolina de atuais 25% para 18%.

Vaz ressalta que as estimativas feitas com base no consumo até o momento mostram que, de janeiro a julho de 2011, as vendas de hidratado devem atingir 6,3 bilhões de litros, 20% abaixo dos 8,2 bilhões de litros registrados em igual período de 2010. Apenas no mês de julho o consumo deve apontar queda de 28,5%, atingindo 1 bilhão de litros, ante 1,4 bilhão em julho de 2010. "Com esta redução que está sendo verificada no hidratado, mais cana está sendo direcionada para a produção de anidro", disse.

Segundo ele, na reunião de hoje não foi comunicada qualquer decisão sobre possível redução da mistura do anidro na gasolina. Embora a recomendação do grupo de acompanhamento não seja fundamental para o corte na mistura, o grupo recebeu a orientação de continuar o monitoramento da oferta e demanda de etanol e uma nova reunião foi marcada para a próxima semana.

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