Conta corrente do País tem déficit de US$ 6,6 bi em fevereiro

O resultado deficitário, porém, ficou dentro do esperado; no primeiro bimestre de 2013, o déficit em conta corrente está em US$ 17,997 bilhões

Célia Froufe, da Agência Estado,

22 de março de 2013 | 10h42

BRASÍLIA - Depois de um forte rombo em janeiro, o déficit das transações correntes ficou um pouco menor em fevereiro, informou o Banco Central. O resultado negativo foi de US$ 6,625 bilhões no mês passado, déficit que foi maior que a mediana prevista após levantamento do AE Projeções, de -US$ 6,050 bilhões. O resultado deficitário, porém, ficou dentro do esperado, cujo intervalo ia de US$ 3 bilhões a US$ 7 bilhões.

O Balanço de Pagamentos do País registrou superávit de US$1,9 bilhão em fevereiro. A conta é formada pelas transações correntes e pela conta financeira e de capital, que em fevereiro teve saldo positivo de US$ 8,5 bilhões, destacando-se os investimentos estrangeiros diretos e empréstimos diretos, ambos com US$3,8 bilhões.

Entenda como é formado o Balanço de Pagamentos.

No primeiro bimestre de 2013, o déficit em conta corrente está em US$ 17,997 bilhões, o que representa 4,82% do Produto Interno Bruto (PIB). Já no acumulado dos últimos 12 meses até fevereiro deste ano, o rombo é de US$ 63,464 bilhões, o equivalente a 2,79% do PIB.

Em fevereiro, o déficit da balança comercial foi de US$ 1,278 bilhão, enquanto a conta de serviços ficou negativa em US$ 3,182 bilhões. Já a conta de rendas registrou déficit de US$ 2,667 bilhões.

Projeção negativa. O Banco Central divulgou uma série de revisões nas suas projeções para o setor externo deste ano. No caso das transações correntes, a expectativa é de um déficit de US$ 67 bilhões, no lugar da previsão anterior de US$ 65 bilhões. Para o saldo de investimento estrangeiro direto (IED), o BC manteve a expectativa de ingresso de US$ 65 bilhões em 2013.

Com isso, o resultado negativo esperado para a conta corrente não será mais totalmente financiado pela entrada de recursos estrangeiros. O Banco Central também revisou sua estimativa para a balança comercial ao final do ano, de um superávit de US$ 17 bilhões para um saldo positivo menor, de US$ 15 bilhões.

A autarquia manteve, por sua vez, a expectativa para o déficit com gastos em viagens internacionais, em US$ 16,3 bilhões. Também ficou estável, a projeção de remessas de lucros e dividendos em 2013 em US$ 30 bilhões.

Já em relação aos investimentos em ações este ano, o BC projeta um saldo de US$ 10 bilhões, o dobro da estimativa apresentada em dezembro do ano passado, de US$ 5 bilhões.

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