Contenção de custos leva Petrobras a desistir de nova sede no RJ

A Petrobras desistiu de comprar um terreno no centro do Rio de Janeiro que serviria para a ampliação da sua atual sede, por contenção de custos, disse nesta terça-feira o diretor Corporativo e de Serviços da estatal, José Eduardo Dutra.

Reuters

21 de agosto de 2012 | 15h48

A compra seria uma das maiores transações do mercado imobiliário do Rio, já que o terreno onde atualmente funciona Quartel-General da Polícia Militar estava à venda por 336 milhões de reais.

"O terreno é ótimo e vizinho da atual sede. Mas as prioridades da empresa são outras", disse Dutra à Reuters, após evento no Rio de Janeiro nesta terça-feira. "Já avisamos ao governo (do Estado do Rio) a desistência", acrescentou.

A área, de 13.500 metros quadrados, fica perto dos arcos da Lapa e próxima à sede da estatal, na Avenida Chile. A construção seria uma espécie de ampliação do edifício-sede atual.

A companhia tem crescido muito nos últimos anos e seus funcionários estão atualmente espalhados em 13 outros prédios no Rio. Hoje a companhia tem mais de 31 mil empregados em todo o Estado.

A contenção de custos ocorre após um prejuízo de 1,34 bilhão de reais no segundo trimestre de 2012, o primeiro em 13 anos.

O resultado negativo ocorreu, segundo a presidente da companhia, Maria das Graças Foster, em função da desvalorização do real, da defasagem de preços dos combustíveis no mercado interno, da queda de produção de petróleo e do aumento dos custos da companhia.

A presidente da empresa disse nesta terça-feira que a Petrobras não realiza no momento nenhuma negociação com o governo para um novo reajuste dos preços dos combustíveis.

(Reportagem de Leila Coimbra)

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