Contra alta da inflação, governo irá retirar PIS e Cofins das passagens de ônibus

Ministro da Fazenda confirmou hoje a isenção do imposto; Medida Provisória será publicada nos próximos dias 

Renata Veríssimo e Gustavo Porto, da Agência Estado,

23 de maio de 2013 | 10h28

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou que o governo irá retirar a cobrança de PIS e Cofins sobre a passagem de ônibus. O ministro, no entanto, não deu detalhes sobre a medida. Mantega chegou há pouco ao Ministério da Fazenda.

A confirmação ocorre após ter sido anunciado ontem um reajuste das tarifas de ônibus e metrô na cidade de São Paulo, de 6,6%, de R$ 3,00 para R$ 3,20, o que exercerá impacto de 0,06 ponto porcentual sobre a inflação de junho (IPCA).

O governo irá publicar, nos próximos dias, uma Medida Provisória retirando a cobrança de PIS e Cofins sobre as passagens de ônibus. A medida será uma tentativa de evitar que o reajuste da tarifa de ônibus, trens e metrô em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro pressione a inflação.

A assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda informou há pouco que a retirada do PIS e da Cofins sobre as passagens de transportes coletivos entrará em vigor no dia 1º de junho. No incício do ano, houve uma negociação do governo federal com essas prefeituras para que a correção do preço das passagens fosse adiado para a metade do ano.

'Kombi lotação'. O Sindicato dos Metroviários de São Paulo (Metroviários-SP) criticou a desoneração do PIS/Cofins ao Metrô e o reajuste de R$ 3 para R$ 3,20 na tarifa.

"É mais uma medida arquitetada para dar fôlego ao governo paulista em um momento que estamos em estado de greve", disse Ciro Moraes, secretário de Comunicação do Metroviários-SP.

Com 9 mil trabalhadores, a categoria pede o retorno dos subsídios do Estado de São Paulo ao sistema, que chegou a 30% do orçamento da companhia na década de 1990.

"A lógica atual é a da 'Kombi lotação', com mais gente e mais sufoco dentro dos trens. É preciso a volta do subsídio para que a tarifa não seja alta aos trabalhadores e que eles tenham conforto", defendeu Moraes.

O pedido será feito em carta aberta à população, prevista para ser divulgada nesta segunda-feira, 27.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.