Contra Exxon, Venezuela ameaça parar venda de petróleo aos EUA

O presidente venezuelano, Hugo Chávez,ameaçou no domingo suspender o fornecimento de petróleo aosEstados Unidos a menos que o país suspenda uma "guerraeconômica" que ele afirma incluir o congelamento de 12 bilhõesde dólares em ativos da Venezuela obtido em decisão judicialpela petrolífera ExxonMobil. Chávez também alertou que tal agressão por parte dos EUApode fazer o preço do petróleo superar os 200 dólares porbarril. Na semana passada, o preço do petróleo subiu em partedevido à disputa judicial entre Caracas e a Exxon, maiorempresa dos EUA, que exige indenização pela nacionalização deum projeto petrolífero na Venezuela, em 2007. O governo norte-americano se distanciou da ofensivajudicial da Exxon, que obteve liminares em vários paísescongelando bens da estatal venezuelana PDVSA. "Se vocês nos congelarem, se realmente conseguirem noscongelar, se nos fizerem mal, nós vamos feri-los. Sabem como?Não vamos mandar petróleo para os Estados Unidos, sr. Bush, sr.Perigo", disse Chávez em seu programa semanal de TV. "A Venezuela vai aderir à sua guerra econômica e outrospaíses estarão conosco na guerra econômica", afirmou Chávez,que tem aliados em outros governos de países produtores depetróleo, como Irã e Equador. Chávez tem frequentemente feito ameaças condicionais sobreinterrupção no envio de petróleo a seu maior cliente, mas temmantido as entregas apesar dos freqüentes atritos políticos comWashington desde preços da commodity a liberdade comercial edemocracia. "Nunca mais vão nos roubar, os bandidos da ExxonMobil. Elessão imperiais, bandidos americanos, ladrões de colarinhobranco. Eles tornam os governos corruptos, depõem governos.Apoiaram a invasão do Iraque", afirmou Chávez. Por causa das decisões judiciais obtidas pela ExxonMobil emvários países, a PDVSA --maior fonte de divisas do governoChávez-- não pode vender certos bens ou movimentar algunsfundos enquanto o pedido de indenização da empresanorte-americana é examinado. Analistas da indústria acreditam que outras petrolíferaspodem seguir a Exxon se a empresa for bem sucedida na batalhajudicial que pode levar vários anos.

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