Controle de inflação é coisa sagrada, diz Lula

Na avaliação do presidente segunda fase do PAC também não coloca em risco controle fiscal

Fabio Graner e Renata Veríssimo, da Agência Estado,

29 de março de 2010 | 15h04

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou há pouco, na cerimônia de lançamento do PAC 2, que o controle da inflação é uma "coisa sagrada". Segundo ele, a inflação prejudica a população mais pobre pois corrói os salários. O presidente ressaltou a importância de se manter a responsabilidade fiscal para que seja garantida a estabilidade econômica e disse que o PAC é feito sem colocar em risco este princípio.

 

Lula mandou um recado aos parlamentares dizendo que em ano de eleição não é o momento de "fazer loucura em votação". "Ano de eleição é hora de pensar na próxima geração", disse Lula, mencionando que o pré-sal tem recebido muitas propostas e é preciso cuidar para que não se disperse muito o dinheiro que pode colocar o Brasil em outro patamar.

Lula também disse que é importante que seja mantida a seriedade não só pelos integrantes do atual governo como também pelos candidatos neste ano. Segundo ele, foi esse comportamento que permitiu que o País conquistasse o direito de sediar as Olimpíadas de 2016. Neste momento, Lula disse que o Brasil hoje é tratado com muito mais respeito no cenário internacional e aqueles que antes davam palpite hoje estão com problemas sérios em seus países. Ele lembrou que o Brasil durante a crise gerou mais de 900 mil empregos formais, enquanto o mundo fechava vagas no mercado de trabalho.

No final do seu discurso o presidente avisou aos ministros que irão ocupar as vagas deixadas pelos atuais ministros, que vão disputar as eleições de outubro, que eles vão ter que "trabalhar dobrado". Lula afirmou que não quer que os ministros que ficarem trabalhem na campanha eleitoral. Ele fez um elogio específico à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, lembrou que ela foi a mãe do PAC 1 e brincou que ela não pode ser chamada de mãe eterna do PAC nem de avó do PAC. Disse ainda que as auxiliares da ministra Erenice Guerra e Mirian Belchior foram essenciais para viabilizar o lançamento do PAC 2.

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