Cooperativa Aurora terá distribuidor na Europa

Porto Alegre, 26 - Depois de atingir o volume considerado ideal de processamento de carnes, a Cooperativa Central Oeste Catarinense (Coopercentral Aurora) está concentrada na meta de elevar o valor agregado dos produtos. No ano passado, a cooperativa lançou 25 produtos à base de carne suína e de aves. Em 2004, colocou no mercado uma nova linha de cortes suínos resfriados e temperados, além de ingressar no segmento de lácteos. Na seqüência dessa estratégia, a Aurora terá novos itens prontos (pizzas e lasanhas) e quer aumentar a linha de sucos, informou o presidente da cooperativa, José Zeferino Pedrozo. A Aurora quer elevar a presença de sua marca em grandes redes de supermercado no País e ganhar mais espaço também no exterior. No mercado brasileiro, a cooperativa sempre trabalhou com distribuidores e vai manter este canal de venda, mas também quer colocar seus produtos diretamente nas gôndolas, explicou Pedrozo, aproveitando a oferta de mais alimentos prontos. No exterior, a cooperativa irá instalar uma base em 2005 na Europa, com um parceiro com o qual está negociando. O local escolhido é Roterdã, na Holanda, informou Pedrozo. Com isso, em vez de apenas atender aos pedidos que chegam dos importadores também vai apresentar seus produtos aos clientes. O distribuidor na Europa deve contribuir para ampliar a participação das exportações nas vendas. A intenção é atingiu quase 30% em 2004 e chegar a 40% no próximo ano. A cooperativa já vende para o Japão, Oriente Médio, Hong Kong, Itália, Alemanha, Holanda, Argentina, Grécia, Rússia, Ilhas Canárias, França, Canadá e Inglaterra. No ano passado, a Aurora abateu 2,470 milhões de cabeças de suínos e 87,5 milhões de frangos. Também processou 41 mil toneladas de laranjas e registrou faturamento de R$ 1,271 bilhão, que poderá chegar a R$ 1,450 bilhão ou R$ 1,5 bilhão, se o último trimestre do ano confirmar a demanda aquecida, indicou o presidente da cooperativa. O volume de abates não deve sofrer alteração significativa, mas o peso médio dos frangos vai aumentar. Na unidade de Quilombo (SC), a Aurora deve passar a receber frangos com 2,3 a 2,4 quilos, em vez do peso atual, entre 900 gramas e 1,3 quilo. Para chegar a este peso, os frangos terão ciclo maior de produção, de 50 dias. No primeiro semestre de 2004, a Aurora faturou R$ 679 milhões, abateu 43,4 milhões de frangos e 1,19 milhão de suínos. Para atender a Região Sul, a Aurora irá investir cerca de R$ 10 milhões na construção de um armazém refrigerado com capacidade para 10 mil toneladas. A localização será definida até o final de outubro e as cidades candidatas são Xaxim e Xanxerê, em Santa Catarina. O projeto já tem financiamento aprovado pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). O novo centro de distribuição (CD) vai permitir à Aurora desafogar a armazenagem, que atualmente usa áreas de terceiros para guardar parte dos produtos. O CD ficará em uma área de 12 hectares e vai melhorar a logística da cooperativa, possibilitando a movimentação de produtos entre Chapecó, São Miguel do Oeste, Maravilha, Quilombo e Joaçaba e a formação de cargas completas para o mercado interno e exportações. Como uma cooperativa central, a Aurora tem uma administração diferenciada de uma empresa tradicional. O conselho administrativo de cinco integrantes recebe orientações da assembléia geral, formada pelos presidentes das 16 cooperativas individuais que compõem a Aurora e às quais estão ligados 52 mil produtores. O conselho tem um mandato de quatro anos, que terminará em 2006, e a assembléia realiza reuniões mensais. Elas servem como um fórum em que as cooperativas discutem suas dificuldades e a situação geral da agropecuária, descreveu o presidente da Aurora. Em junho, a Aurora empregava 8.842 funcionários.

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