Copa das Confederações não aumentou gasto de estrangeiro no Brasil, diz BC

Saldo da conta de viagens internacionais continua deficitário; alta do dólar não desanimou brasileiros e gasto no exterior tem recorde para junho, semestre e em 12 meses

Eduardo Cucolo e Célia Froufe, Agência Estado

23 de julho de 2013 | 11h38

BRASÍLIA - O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, afirmou nesta terça-feira, 23, que a alta do dólar ainda não afetou os gastos dos brasileiros com viagens internacionais, considerando dado fechados de junho e parciais para julho. Afirmou também que a Copa das Confederações não teve impacto visível sobre os gastos de estrangeiros no Brasil, que ficaram praticamente estáveis em junho deste ano em relação ao mesmo período de 2012.

Em junho, os estrangeiros gastaram US$ 453 milhões no Brasil, contra US$ 462 milhões no mesmo mês do ano passado.

Sem desânimo. A escalada do dólar neste ano não diminuiu o ânimo dos brasileiros que desejam conhecer outros países. Maciel destacou que os gastos de brasileiros em viagens internacionais registrou o maior volume no mês de junho, no acumulado do primeiro semestre e também na soma de 12 meses até junho.

As despesas dos turistas brasileiros no exterior somaram US$ 1,9 bilhão em junho. Já no primeiro semestre, os gastos chegaram a US$ 12,3 bilhões.

Com isso, o saldo da chamada conta de viagens internacionais - a diferença entre os que brasileiros deixam lá fora e os estrangeiros gastam aqui - ficou deficitário em US$ 1,4 bilhão em junho, 20% a mais que o visto em junho de 2012, de US$ 1,2 bilhão.

No acumulado do ano, o déficit da conta de viagens somou US$ 8,8 bilhões ante US$ 7,2 bilhões vistos em igual período de 2012.

Efeito do câmbio. Segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel, os dados parciais de julho também não indicam impacto do câmbio nas viagens internacionais.

"É provável que tenhamos moderação (nos gastos com viagens internacionais) no segundo semestre, o que ainda não foi verificado", afirmou Maciel. "A gente espera crescimento menor de viagens no 2º semestre", acrescentou.

A série histórica do BC teve início em 1947, com dados anuais, e, em termos mensais, começou em 1990.

Cartões de crédito. A participação dos cartões de crédito no total de gastos de brasileiros em viagens internacionais caiu para 52% no primeiro semestre deste ano. Em março de 2011, quando houve um incremento de 6% de IOF sobre cartões, o crédito representava 65% das despesas externas de brasileiros em suas viagens. Já no primeiro semestre daquele ano, a média caiu para 61% e diminuiu para 58% nos primeiros seis meses do ano passado, atingindo de janeiro a junho de 2013 o total de 52%. 

Os gastos com cartões, disse Maciel, cresceram 3,5% no primeiro semestre deste ano e, portanto, ficaram abaixo do crescimento dos gastos totais com viagens no período.

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