Copel pode comprar parte da Previ na Celesc

Entrada de companhia paranaense em SC pode ocorrer também pela fusão entre as duas estatais, diz presidente da Copel

Reuters,

23 de março de 2010 | 14h37

A entrada da Companhia Paranaense de Energia (Copel) no Estado de Santa Catarina pode ocorrer tanto pela compra da parcela da Previ na Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) quanto pela fusão entre as duas estatais, disse o presidente da Copel, Rubens Ghilardi.

 

A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, detém 33,11% das ações ordinárias e 1,90% das preferenciais da Celesc, representando 14,46% do capital total.

 

Apesar de as conversas terem sido iniciadas em 2006, é possível que novos passos sejam dados apenas em 2011, após o término do processo eleitoral e com dois novos governadores estaduais, disse Ghilardi em entrevista à Reuters nesta terça-feira.

 

"A Celesc tem uma situação complicada com a Previ, e já conversamos a respeito da compra da parte deles. Mas a ideia sempre foi unir as duas empresas", afirmou.

 

Além do interesse na Celesc, a Copel mantém desde 2005 negociações com quatro distribuidoras de energia que atuam no Estado do Paraná. Atualmente, a empresa tem 97% desse mercado no Estado, mas a meta é o controle total.

 

Entre os objetos de aquisição está a concessionária Força e Luz do Oeste, que pertence ao Grupo Rede. A distribuidora atende apenas ao município de Guarapuava e os clientes não chegam a 50 mil, "mas a Luz do Oeste é a mais rentável de todo o grupo (Rede)", disse Ghilardi.

 

Investimentos crescem em 2010

 

A Copel planeja elevar os investimentos em 2010 em quase 40% sobre o ano passado, para R$ 1,3 bilhão.

 

"Do total, R$ 580 milhões serão destinado à ampliação da distribuição de energia e R$ 400 milhões irão para a usina de Mauá", explicou Ghilardi.

 

A usina de Mauá, com potência instalada de 361 MW, é controlada pelo Consórcio Cruzeiro do Sul, onde a Copel tem 51 por cento e a Eletrosul tem os 49% restantes. O projeto tem investimento total previsto de cerca de R$ 1,1 bilhão. Os trabalhos foram iniciados em maio de 2007.

 

Na noite de segunda-feira, a Copel divulgou lucro líquido de R$ 180 milhões no quarto trimestre, estável em relação ao ganho de R$ 179,7 milhões um ano antes.

 

No acumulado de 2009, o lucro foi de R$ 1,026 bilhão, alta de 4,8% ante 2008.

 

"Conseguimos manter o resultado estável por conta do crescimento do segmento de distribuição, exceto no industrial, equilibrado pelo desconto nas tarifas para quem paga em dia", explicou Ghilardi.

 

Desde 2003, a Copel oferece desconto de 12,9% no pagamento de contas para o cliente que pagar em dia, seja residencial, comercial ou industrial.

 

As ações da Copel caíam 1,65% às 13h24 desta terça-feira, 23, para R$ 37,04, enquanto o Ibovespa exibia oscilação positiva de 0,15%.

 

(Por Carolina Marcondes)

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.