Wilson Pedrosa / AE - 27/4/2010
Wilson Pedrosa / AE - 27/4/2010

Copom enfrenta decisão difícil após 10 meses sem alterar juros básicos

Apostas são de que taxa Selic, que está hoje em 8,75%, deve aumentar entre 0,5 e 0,75 ponto porcentual

Nívea Terumi, do Economia&Negócios,

28 de abril de 2010 | 16h06

Após quase 10 meses sem alterar a taxa básica de juros (Selic) e 19 meses sem um aperto monetário, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) deve enfrentar nesta quarta-feira, 28, uma de suas decisões mais difíceis dos últimos sete anos. A alta de juros, que vinha sendo indicada tanto pelo mercado como pelos próprios integrantes do BC, é agora inevitável, sendo a única dúvida de quanto deve ser o aperto.

 

Segundo aponta a Agência Estado, a aposta mais forte está num aumento de 0,75 ponto porcentual na taxa, que está hoje em 8,75% ao ano, considerando a movimentação no mercado de juros. Uma alta de 0,50 ponto porcentual, no entanto, não está descartada.

 

Em enquete realizada com os leitores do site Economia&Negócios, as apostas estão mais divididas. Dos 1.870 votos, 14,28% apontam alta de 1 ponto porcentual; 23,64% preveem aumento de apenas 0,25 ponto; 28,13% apostam num aperto de 0,75 ponto; e 33,96% esperam alta de meio ponto porcentual nesta quarta-feira. O placar começou a mudar nos últimos dias, aumentando as expectativas para 0,75 e 1 ponto porcentual, embora ainda prevaleça a aposta em 0,5 ponto.

 

Desde o início da gestão Meirelles no BC, raras vezes se viu tantos comentários dos integrantes da autoridade monetária sobre as condições da economia no período pré Copom. Até mesmo o presidente Henrique Meirelles, que sempre insistiu em que o comitê falava com a sociedade por meio de seus comunicados oficiais, disse no início desta semana à agência Dow Jones que os agentes não devem tentar ler nas entrelinhas o que o BC diz em atas ou relatórios de inflação.

 

Meirelles, no entanto, reforçou as declarações à mídia ao longo dos últimos dias de que deve adotar medidas fortes contra o elevado aquecimento da economia, que tem, semana a semana, aumentado as apostas dos agentes do mercado numa inflação acima da meta em 2010.

 

Segundo o último relatório Focus, a previsão do mercado para o IPCA em 2010 subiu para 5,41%, sendo que a meta é de 4,5%. Já a expectativa para a Selic é de que ela termine dezembro em 11,75% ao ano, o que significa um aumento de 3 pontos porcentuais.

 

Com Agência Estado

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