Corpos de vítimas de acidente em plataforma da Petrobrás são resgatados

Corpos de vítimas de acidente em plataforma da Petrobrás são resgatados

Quatro pessoas seguem desaparecidas, mas as buscas continuam no local

Idiana Tomazelli e Fabio Grellet, Agência Estado

13 Fevereiro 2015 | 09h05

Texto atualizado às 15h30

Os corpos das cinco vítimas da explosão no navio-plataforma Cidade de São Mateus, na Bacia do Espírito Santo, ocorrida na última quarta-feira, 11, já foram resgatados, informou a BW Offshore. A empresa norueguesa opera a embarcação, afretada pela Petrobrás desde 2009. Outras quatro pessoas seguem desaparecidas e uma equipe de especialistas retornou na manhã desta sexta-feira à unidade para verificar se há condições de segurança para dar seguimento às operações de busca.

Segundo o comunicado, as vítimas são quatro brasileiros e um indiano. "As providências estão sendo tomadas para a identificação formal e a liberação às famílias", informou a empresa, que até o momento não divulgou nenhuma lista de nomes. Já os desaparecidos são todos brasileiros.

"Este é um dia terrível para as famílias dos homens que perdemos, e nossos corações estão com eles. Seguimos determinados em continuar a busca por aqueles que ainda estão desaparecidos", diz o CEO da BW Offshore, Carl Arnet.  

A BW informou ainda que sete pessoas feridas seguem sob cuidados médicos em hospitais da Grande Vitória. "A gerência da BW Offshore está em Vitória com a tripulação, e o suporte a eles e seus familiares está sendo fornecido", diz a nota.

Identificação. Três dos cinco mortos na explosão já foram identificados por familiares no Instituto Médico Legal (IML) de Vitória. O corpo do técnico em segurança do trabalho Wesley de Oliveira Bianchini, de 35 anos, que morava em Nova Friburgo, já saiu do IML rumo a uma empresa funerária. Ele será sepultado amanhã de manhã em Nova Friburgo.

O técnico em automação Heleno da Silva Castelo, de 31 anos, que era de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, morava em Serra, na Região Metropolitana de Vitória. Segundo a empresa funerária que recolheu o corpo, ele será enterrado amanhã de manhã no cemitério Jardim da Paz, em Serra. A informação não foi confirmada pela família.

O terceiro corpo já identificado é de um profissional que morava no Rio de Janeiro e estava embarcado no navio plataforma desde segunda feira. Após reconhecer o corpo, que está em vias de ser liberado pelo IML, a família não quis falar com a reportagem.

No IML ainda estão dois corpos não reconhecidos por familiares. Um deles é de um indiano e outro, de uma pessoa de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

Navio. A empresa norueguesa reforçou que o casco do navio-plataforma está intacto. Nesta quinta-feira, fotos registradas pela Marinha do Brasil e distribuídas pela imprensa mostraram uma inclinação na embarcação, com a popa (parte traseira) mais afundada. A sala de máquinas, que alagou após a explosão na casa de bombas situada ao lado, fica próximo à popa. A Marinha não quis comentar as imagens, mas o Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro-ES) confirmou a existência da inclinação, embora não haja riscos de afundamento total do navio-plataforma.

"Uma equipe de especialistas retornou à unidade para avaliar se as condições são suficientemente seguras para permitir a continuidade dos esforços de busca e resgate", informou a BW.

O FPSO Cidade de São Mateus, que opera nos campos de Camarupim e Camarupim Norte, a cerca de 120 quilômetros da costa do Espírito Santo, sofreu uma explosão às 12h50 de quarta-feira. As causas ainda estão sendo investigadas, mas sindicalistas falam em vazamento de gás. A estatal e o governo tentam vincular o acidente na unidade apenas à BW Offshore.

Havia 74 pessoas a bordo no momento do acidente. Após o ocorrido, a produção foi interrompida. O navio está conectado normalmente aos poços, mas a unidade foi desativada. 

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