Correção da poupança em planos econômicos será julgada no dia 21

Em comunicado, Idec afirmou que estará presente no julgamento; se a tese dos bancos for derrotada, os cofres públicogoverno terá de arcar com parte da fatura, que pode chegar a R$ 142 bi

Victor Martins, da Agência Estado,

14 de maio de 2014 | 13h49

BRASÍLIA - O julgamento dos planos econômicos no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que definirá quando os juros de mora começam a valer, deve ocorrer em 21 de maio. A data ainda não foi confirmada pelo tribunal. No entanto, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) divulgou nesta quarta-feira, 14, comunicado no qual afirma que estará presente no julgamento, no dia 21, e que "aguarda que seja dada oportunidade para realizar sustentação oral defendendo que os juros de mora devem contar a partir da citação na ação civil pública".  

A questão se arrasta na Justiça por anos e em 2014 o julgamento já foi adiado três vezes. A última vez foi em 26 de março.  

O julgamento será feito pela corte especial do STJ, que decidirá sobre o pagamento de diferença de correção monetária incidente sobre cadernetas de poupança em 1989, quando foi instituído o Plano Verão. Essa decisão definirá a partir de que data começa a valer a contagem dos juros de mora: se desde a citação do réu na Ação Civil Pública ou apenas a partir da citação na execução individual.  

De acordo com o STJ, o entendimento a ser fixado terá efeito sobre outros processos que pedem a reposição de expurgos inflacionários de planos econômicos das décadas de 1980 e 1990.  

A correção das cadernetas de poupança preocupa o governo e os bancos. Se a tese das instituições financeiras for derrotada, os cofres públicos terão de arcar com parte da fatura, que pode chegar a R$ 142 bilhões.

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