Córrego para obra de gasoduto da Petrobras em SP

Um córrego no meio da Serra do Mar fez parar a construção de um dos maiores gasodutos da Petrobras no País. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) embargou a obra na semana passada em Rio Grande da Serra, região do ABC. Isso porque a área de várzea do Ribeirão da Estiva estava sendo drenada pelas máquinas. O córrego é utilizado para abastecimento de parte da região metropolitana de São Paulo. Trata-se do quarto embargo do empreendimento em pouco mais de três meses.

AE, Agencia Estado

23 de fevereiro de 2011 | 09h31

Batizado de Gasan 2, o gasoduto vai transportar a produção de gás natural da Bacia de Santos e, futuramente, do pré-sal. Orçado em US$ 45 milhões, tem 39 quilômetros e seus dois grandes dutos vão cortar as cidades de Santo André, São Bernardo do Campo, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra em pleno Parque Estadual da Serra do Mar.

A instalação dos dutos teve início em 28 de maio do ano passado. A previsão da Petrobras é concluir a obra - que ligará as Estações de São Bernardo do Campo, localizada no alto da serra, e Controle de Gás de Mauá, perto da Refinaria de Capuava - em maio deste ano. O gasoduto vai ainda facilitar e aumentar o transporte de gás entre Caraguatatuba e a Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão. O empreendimento tem capacidade de transportar 7 milhões de m³/dia.

A estatal informou, por meio de nota, que não deverá haver atraso na entrega. Segundo a Petrobras, já foi apresentado à Cetesb um ?procedimento? para ?remediar? a várzea do Ribeirão da Estiva. A proposta apresentada é a mesma enviada anteriormente, mas, a pedido da companhia paulista, tem mais detalhes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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