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Correios perdem R$ 120 milhões com greve

Presidente da estatal diz que paralisação reduziu o lucro anual para R$ 880 milhões

Karla Mendes, de O Estado de S. Paulo,

29 de dezembro de 2011 | 22h55

BRASÍLIA - Os Correios lucraram R$ 120 milhões a menos do que poderiam este ano em consequência da greve dos funcionários da empresa que durou quase um mês. A previsão inicial era que a estatal fechasse 2011 com lucro líquido de R$ 1 bilhão, mas os 28 dias de paralisação farão com que esse número caia para R$ 880 milhões, antecipou ao ‘Estado’ o presidente da empresa, Wagner Pinheiro.

"A gente tinha uma expectativa boa de resultado, de cerca de R$ 1 bilhão de lucro, mas, infelizmente, por causa da greve, o resultado não vai ser tão grande quanto esperávamos", afirmou Pinheiro. Ainda assim, o lucro líquido da estatal será superior aos R$ 827 milhões registrados em 2010. "Se não fosse a greve, poderia chegar a R$ 1 bilhão."

A greve também provocou um baque de R$ 150 milhões no faturamento dos Correios em 2011. A receita da empresa deve fechar o ano em R$ 14,7 bilhões, com base nos números apurados até a primeira quinzena de dezembro, segundo Pinheiro.

Celular dos Correios

Em busca de melhores resultados em 2012, os Correios diversificarão seus negócios, com novos serviços. Um dos projetos prevê a criação de uma empresa de celular com a marca dos Correios. É o chamado operador virtual, modalidade aprovada recentemente pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Funciona da seguinte forma: as operadoras de telefonia vendem minutos no atacado para outras empresas, que prestam, com a sua marca, o serviço para o consumidor final.

"Queremos iniciar esse serviço em 2012. Esse é um projeto que decidimos e que vamos dar andamento no próximo ano", disse. Segundo Pinheiro, o projeto de operador virtual dos Correios consta no planejamento estratégico divulgado recentemente para toda a empresa.

A estatal foi procurada em maio pela TIM, que propôs uma parceria para a oferta do serviço. Pinheiro observou, no entanto, que os Correios farão uma licitação para a contratação da empresa parceira nesse projeto, em que vencerá a concorrência a operadora que oferecer o menor preço para a estatal.

"Não pode ser parceria (por causa da lei de licitações). Tem que ser licitação. Vamos procurar um parceiro para comprar minutos no atacado e vender no varejo. Aquele que oferecer o menor preço será o vencedor."

Internacionalização

Em 2012, os Correios vão inaugurar seus primeiros escritórios fora do País. "A intenção é que um ou dois já possam ser inaugurados em 2012", destacou Pinheiro. O processo de internacionalização terá início pelos países que têm o maior fluxo de comércio e de fluxo postal com o Brasil. São eles: Estados Unidos, Argentina, Portugal e Japão.

"São as possibilidades maiores de curto prazo. Podemos criar parcerias com empresas locais para a prestação de serviços de encomendas e encomendas expressas, que são um dos setores mais lucrativos e que mais crescem", ressaltou. A intenção é investir também em serviços de logística completa de importação de produtos para empresas brasileiras.

Apesar do adiamento do leilão do Trem de Alta Velocidade (TAV), que ligará as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, o interesse dos Correios em se associar ao consórcio vencedor permanece. A compra de participação minoritária ainda não foi aprovado pelo Conselho de Administração. "Como houve o adiamento, paramos tudo. Agora temos que reavaliar tudo, com a mudança do modelo, mas o interesse continua."

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