Márcio Fernandes|Estadão
Márcio Fernandes|Estadão

Cosan vende por R$ 1 bi fatia de negócio de terras

Participação na Radar foi vendida à Mansilla Participações, veículo de investimentos do fundo de pensão dos professores americanos

Beth Moreira, O Estado de S.Paulo

30 Setembro 2016 | 21h48
Atualizado 03 Outubro 2016 | 11h56

O Grupo Cosan, de Rubens Ometto, anunciou a venda de uma fatia não revelada na Radar – empresa de terras do grupo – por R$ 1,06 bilhão à Mansilla Participações Ltda., veículo de investimentos do fundo de pensão dos professores americanos (Tiaa, na sigla em inglês). A Mansilla já era acionista da companhia.

Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa informa ainda que manterá uma participação em ações ordinárias na Radar, em função de sua importância para o setor. “O fechamento definitivo da operação está condicionado à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)”, afirma o texto.

Segundo informações do site da Cosan, a Radar tem hoje mais de 550 propriedades espalhadas nos Estados de São Paulo, Goiás, Piauí, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Minas Gerais, Tocantins e Bahia. Sediada em São Paulo, tem escritórios regionais em Piracicaba (SP), Jaú (SP), Diamantino (MT) e Balsas (MA). 

O portfólio total de propriedades da Radar, que inclui terras próprias e de terceiros administradas pela companhia, tem um valor de R$ 5,2 bilhões. O portfólio de terras próprias da Radar está avaliado em cerca de R$ 2,7 bilhões.

Além de comprar terras, a Radar também ficou conhecida no mercado por aplicar tecnologia na gestão de suas fazendas. De acordo com a companhia, o total investido pelos sócios no negócio é de aproximadamente R$ 2,9 bilhões.

Diversificação. A Radar faz parte da estratégia de diversificação do portfólio do Grupo Cosan. Além de ser dona de ativos no setor de açúcar e álcool, o grupo de Rubens Ometto também é sócio da Raízen (joint venture com a Shell, que tem a licença da marca holandesa no Brasil) e da Rumo-ALL, que se formou após o negócio original de logística ferroviária do grupo (a Rumo) ser unido à América Latina Logística.

A Cosan estaria também de olho em novas oportunidades de expansão. Ometto já declarou ter interesse, por exemplo, em ativos que a Petrobrás colocar à venda.

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