Coutinho diz que setor automobilístico é muito importante para governo

Presidente do BNDES afirmou que o governo continuará adotando medidas para garantir a política de expansão das fabricantes no País

Ricardo Leopoldo, da Agência Estado,

26 de outubro de 2011 | 14h37

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou nesta quarta-feira, 26, que a indústria automobilística é um setor muito importante para o governo federal no esforço de manter a expansão e desenvolvimento nacionais com elevada geração de emprego. "A indústria automobilística está sob pressão forte da concorrência internacional. O governo federal tem implementado políticas de apoio e desenvolvimento (para o setor) com salvaguardas para garantir que a cadeia produtiva seja promovida e protegida através de mecanismos de estímulo da sua base produtiva", comentou.

O presidente do BNDES ressaltou que o governo federal continuará adotando medidas na área fiscal para garantir que as indústrias fabricantes de automóveis mantenham suas políticas de expansão no Brasil, ao mesmo tempo que contemplem boa parte do seu processo produtivo com conteúdo nacional. "O governo federal persistirá nessa política e pretende utilizar os instrumentos tributários para garantir isso, pois interessa preservar e expandir os empregos no País", comentou. "Isso é feito de maneira negociada com o setor, dentro de uma margem de razoabilidade, com processo de reforço de conteúdo (nacional)", afirmou.

Coutinho também destacou que outro setor importante para o governo federal é o de petróleo e gás, especialmente com a exploração das reservas da camada do pré-sal. Segundo ele, o Estado de São Paulo será um grande produtor da commodity. O presidente do BNDES destacou ainda outros dois segmentos como relevantes para a expansão produtiva do Brasil: a cadeia aeronáutica, liderada pela Embraer, e o segmento responsável pela produção de etanol, no qual São Paulo se tornou uma espécie de vanguarda na área da pesquisa, em especial a partir dos estudos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

Segundo Coutinho, o Brasil está numa rota avançada de investimentos, que serão mantidos pelo setor privado apesar da crise internacional, o que vem permitindo com que se registrem níveis elevados de criação de postos de trabalho. Os últimos dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, apontam que ocorreu uma geração líquida de 209.078 vagas com carteira assinada em setembro, sendo que, no acumulado do ano, as admissões superaram os desligamentos em 2,079 milhões. "O ritmo de geração de empregos (nacional) deve registrar a sua melhor marca no final deste ano", afirmou.

O presidente do BNDES participou nesta quarta-feira de palestra na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), na capital paulista.

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