CPFL avalia melhor opção para compra do Grupo Rede

O diretor-presidente da CPFL Energia, Wilson Ferreira Junior, afirmou que a companhia irá escolher "o melhor capital" para viabilizar a compra dos ativos do Grupo Rede e fazer os investimentos para recuperar a saúde econômico-financeira das concessionárias do grupo. "Vamos colocar o melhor capital para que essa empreitada seja viabilizada", declarou o executivo.

WELLINGTON BAHNEMANN, Agencia Estado

11 de abril de 2013 | 21h49

Para a aquisição do Grupo Rede, a CPFL Energia e a Equatorial se propuseram a injetar R$ 1,8 bilhão para reestruturar e sanear a empresa. Além disso, o laudo de avaliação do ativo aponta que as concessionárias do grupo demandarão investimentos de R$ 3 bilhões nos próximos cinco anos. "Óbvio que todo esse aporte que está sendo colocado será feito por duas empresas, e não por uma só", disse o executivo.

O executivo informou que a CPFL Energia tem R$ 3 bilhões em caixa e também poderia recorrer a uma operação de aumento de capital. "Nós vamos fazer um aumento de capital na companhia, se julgarmos se essa é a melhor alternativa, mas essa não é a única", disse Ferreira Junior. "O que importante é comentar é que a CPFL tem muita flexibilidade", acrescentou.

O executivo disse que a decisão sobre qual alternativa será adotada para fazer frente ao negócio será tomada após o momento em que a CPFL souber exatamente o valor total da operação para a compra do Grupo Rede. Ferreira Junior, no entanto, evitou comentar o estágio atual das conversas com os credores do Grupo Rede sobre o plano de recuperação judicial que foi apresentado mês passado para equacionar o pesado endividamento da empresa.

O executivo participa na noite desta quinta-feira do Prêmio Empreendedor do Ano 2013, promovido pela Ernst & Young Terco.

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