CPFL Renováveis negocia associação com Dobrevê Energia

A CPFL Energias Renováveis está negociando associação com a Dobrevê Energia S.A. (Desa), que possui 330,8 MW de capacidade instalada já contratada, sendo 277,6 MW em operação e outros 53,2 MW em construção. A companhia atua em cinco Estados brasileiros com pequenas centrais hidrelétricas e parques eólicos. Após a conclusão da associação, a capacidade instalada contratada atual da CPFL Renováveis passará de 1.786,6 MW para 2.117,4 MW, um aumento de 19%, dos quais 1.560,7 MW em operação e 556,7 MW em construção. A CPFL Geração se manterá como acionista controladora da CPFL Renováveis, detendo mais de 50% do capital social.

LUANA PAVANI, Agencia Estado

17 de fevereiro de 2014 | 10h21

Conforme fato relevante divulgado nesta segunda-feira, 17, a operação ocorrerá por meio da incorporação da WF2 Holding, detentora da totalidade das ações da Desa e cujo valor do patrimônio líquido aumentará o capital social da CPFL Renováveis. Esse valor terá um acréscimo no endividamento líquido da WF2 após 31 de dezembro de 2013 de aproximadamente R$ 200 milhões, e seu acionista, o Arrow - Fundo de Investimento em Participações (FIP Arrow) receberá em contrapartida fatia em ações equivalente a 12,63% do capital da CPFL Renováveis, participação essa sujeita a ajustes. Em 31 de dezembro de 2013, a Desa tinha saldo de dívida líquida de R$ 656 milhões (preliminar).

A operação depende de aprovações pela Agência Nacional de Energia Elétrica, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e por determinados credores da Desa e da WF2, além do resultado de auditorias (legal, contábil e financeira, de engenharia e ambiental) pelas partes envolvidas.

O FIP Arrow fará parte do acordo de acionistas da CPFL Renováveis, com direito de nomear um membro para o conselho de administração. "Essa associação representa um importante passo no plano de expansão da CPFL Renováveis. Além do valor gerado para os acionistas e demais públicos de interesse, essa transação consolida a liderança da Companhia no mercado brasileiro de geração de energia a partir de fontes renováveis", diz, em nota, o presidente da CPFL Renováveis, André Dorf. De acordo com a CPFL Renováveis, a associação não ensejará direito de retirada aos acionistas.

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