CPFL vai disputar leilão de Belo Monte

A CPFL Energia deve contar com a Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, para atingir as metas de expansão do parque gerador. O objetivo é triplicar a capacidade de produção até 2014, de 1.700 para 5 mil megawatts (MW). Parte desse volume virá de fontes alternativas, como usinas de biomassa e plantas eólicas. O restante poderá sair de uma participação na construção da terceira maior hidrelétrica do País (Belo Monte), cujo leilão ocorrerá em abril, conforme promessa do governo federal.

AE, Agencia Estado

11 de fevereiro de 2010 | 10h14

A empresa deverá se associar ao consórcio Odebrecht-Camargo Corrêa para disputar a concessão da usina, localizada no Pará. Há mais de um ano a companhia estuda o empreendimento, de 11.233 MW de potência e investimentos entre R$ 16 bilhões e R$ 30 bilhões. Mas a participação no projeto apenas será fechada depois da divulgação das regras do leilão, como preço e condições de financiamento.

A expectativa é que o edital com as condições da disputa seja publicado nas próximas semanas no Diário Oficial. As regras vão acelerar a formação dos consórcios que vão disputar a usina. O que tem se desenhado até o momento é a formação de dois grupos, um liderado por Odebrecht e Camargo Corrêa e outro pela Andrade Gutierrez.

Nesse último caso, um dos parceiros mais prováveis é a estatal Cemig, já que a construtora se tornou sócia da empresa. Além disso, cogita-se no mercado a entrada dos autoprodutores Vale e Votorantim nesse grupo. Consultadas, as duas empresas afirmaram que ainda não assinaram nenhum acordo e aguardam a publicação do edital. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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