Crédito cresce 1,3% em abril para R$ 1,8 trilhão

De acordo com dados divulgados pelo Banco Central, em 12 meses até abril, a expansão do crédito já soma 21%

Adriana Fernandes e Fabio Graner, da Agência Estado,

30 de maio de 2011 | 10h39

O estoque de crédito na economia brasileira cresceu 1,3% em abril em relação ao mês anterior, atingindo R$ 1,776 trilhão, o equivalente a 46,6% do Produto Interno Bruto (PIB). Em março, o estoque equivalia 46,5% do PIB. O ritmo de crescimento em abril é maior do que o verificado em março, quando o saldo das operações de crédito do sistema financeiro teve uma expansão de 1% em comparação a fevereiro.

De acordo com dados divulgados pelo Banco Central, em 12 meses até abril, a expansão do crédito já soma 21%. Nos últimos três meses, o crescimento foi de 3,7% e no ano até abril a expansão atingiu 4,1% . O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, já avisou que considera um ritmo condizente de aumento do crédito um faixa entre 10% a 15%.

Pelos dados do BC, o chamado crédito livre, aquele feito com recursos que os bancos podem usar onde quiserem, houve aumento de 1,4 % no estoque das operações em abril em comparação a março. Já o estoque dos recursos direcionados apresentou alta de 1% no mesmo período.

A média diária de concessões do crédito livre cresceu 7,1% em abril ante março. No acumulado do ano, esse indicador tem alta de 11,4% e no trimestre encerrado em abril, alta de 20,1%. Nos últimos 12 meses, a elevação foi de 14,7%.

No crédito para pessoa física, a média de concessões teve alta de 8% no mês, acumulando expansão de 17,5% no ano. No trimestre encerrado em abril, o aumento foi de 18,3%. Nos últimos 12 meses, a média de concessões para pessoa física subiu 15,7%. As concessões para pessoa jurídica tiveram, em abril, alta de 6,5% acumulando expansão de 7,6% no ano. No trimestre encerrado em abril, a alta ficou em 21,4% e em 12 meses, 14%.

As concessões acumuladas do crédito livre tiveram queda de 3,1% em abril ante março, registrando queda de 8% no ano. No trimestre terminado em abril, as concessões acumuladas têm alta de 8,7% e em 12 meses, de 9%.

As concessões acumuladas para a pessoa física tiveram queda de 2,3% no mês e de 3% no ano. No trimestre encerrado em abril, houve alta de 7% e nos últimos 12 meses, as concessões para pessoa física subiram 9,9%. Para pessoa jurídica, as concessões tiveram queda de 3,6% no mês e de 11,1% no ano. No trimestre encerrado em abril, houve alta de 9,8% e em 12 meses, de 8,3%.

Base monetária

A base monetária, pelo conceito de média dos saldos nos dias úteis, caiu 0,5% em abril, atingindo R$ 179,926 bilhões. Pelo conceito de saldo em final de período, a base monetária caiu 4%, passando para R$ 172,725 bilhões.

Crédito livre

O chefe do departamento econômico do Banco Central, Tulio Maciel, informou que o volume de crédito livre cresceu 1,4% em maio, até o dia 13 (dez dias úteis), ante igual período de abril. Para pessoa física, o dado parcial mostra aumento de 1% e para pessoa jurídica, de 1,7%, na mesma base de comparação.

Segundo Maciel, a média diária das concessões do crédito livre cresceu 3,6% até 13 de maio, ante a média dos dez primeiros dias de úteis de abril. Para pessoa física, a média ficou estável, enquanto para pessoa jurídica, subiu 6,4%, na mesma base de comparação.

A taxa de juros média do crédito livre subiu 0,3 ponto porcentual em maio, até o dia 13, ante a posição fechada de abril (39,8% ao ano). Assim, o juro médio superou a marca de 40% ao ano, mais precisamente 40,1% ao ano. Para pessoa física, a alta foi de 0,9 ponto porcentual, para 47,7% ao ano. Para pessoa jurídica, houve queda de 0,2 ponto porcentual, para 30,8% ao ano.

O spread médio do crédito livre subiu 0,7 ponto porcentual em maio, até 13, ante a posição fechada de abril, atingindo 28,4 pontos porcentuais ao ano. Para pessoa física, a alta foi de 1,2 ponto porcentual, para 35,4 pontos porcentuais ao ano. Para pessoa jurídica, houve elevação de 0,2 ponto porcentual, para 19,6 pontos porcentuais ao ano.

A alta mais forte dos spreads em comparação com a taxa de juros mostra que houve queda na taxa de captação dos bancos, segundo Maciel, que não explicou o motivo desse recuo.

(Texto atualizado às 12h22)

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