Crédito para habitação cresce 2,8% em março, diz BC

O estoque de crédito total nos bancos públicos cresceu mais do que nas instituições privadas no primeiro trimestre 

Célia Froufe e Eduardo Cucolo, da Agência Estado,

26 de abril de 2013 | 11h17

BRASÍLIA - As operações de crédito direcionadas para habitação no segmento pessoa física cresceram 2,8% em março ante fevereiro, totalizando R$ 273,936 bilhões. Segundo o Banco Central, no acumulado em 12 meses até março, a expansão desse tipo de crédito está em 34%. Do valor total do crédito imobiliário, R$ 246,018 bilhões se referem a empréstimos concedidos com taxas reguladas pelo governo e R$ 27,918 bilhões à taxa de mercado. O BC deixou de incorporar nesses dados as operações com crédito livre alegando que são residuais.

As operações com taxa de mercado apresentaram crescimento de 3,7% em março e de 36,1% em 12 meses até março. Já os financiamentos a taxas reguladas, avançaram 2,7% em março e 33,8% em 12 meses. (

Bancos públicos

O estoque de crédito total (livre + direcionado) nos bancos públicos cresceu mais do que nas instituições privadas no primeiro trimestre. O estoque de crédito total nos bancos públicos teve expansão de 4,1% no primeiro trimestre de 2013 em relação ao saldo verificado em dezembro de 2012, somando R$ 1,180 trilhão. O crescimento foi de 2,4% em março ante fevereiro e de 29,0% em 12 meses.

Nas instituições privadas nacionais, o estoque de crédito total (livre + direcionado) aumentou 1,5% no trimestre, para R$ 859 bilhões. O crescimento foi de 1,4% em março ante fevereiro e de 7,0% em 12 meses. Nos bancos estrangeiros privados, recuou 0,3% no trimestre, para R$ 385 bilhões. Contudo, houve aumento de 0,9% em março ante fevereiro e de 7,4% em 12 meses.

A inadimplência total teve alta de 0,1 ponto porcentual nas instituições estatais no trimestre, para 1,9% da carteira. Nas privadas nacionais, caiu 0,3 pp, para 5,2%. Nas instituições estrangeiras, se manteve em 5,6%.

As provisões caíram 0,1 ponto porcentual nos bancos estatais, para 3,8% da carteira no fim do primeiro trimestre. Nos privados nacionais e nos estrangeiros, recuaram 0,3 ponto porcentual, para 7,0% e 6,0%, respectivamente.

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