Crédito tem a menor expansão em três anos, aponta Banco Central

Volume de empréstimos cresceu 11,1% nos 12 meses encerrados em abril, com desaceleração nas carteiras de famílias e empresas 

Eduardo Cucolo e Renata Veríssimo, da Agência Estado,

24 de maio de 2013 | 18h29

O volume de crédito livre - dinheiro que os bancos emprestam sem seguir destinações específicas estipuladas pelo governo - cresceu 11,1% nos 12 meses encerrados em abril, menor taxa em três anos, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 24, pelo Banco Central (BC). A carteira de empréstimos para as famílias avançou 9,2% nessa comparação. Foi o quarto mês seguido de expansão abaixo de dois dígitos. Para as empresas, o aumento de 13,1% representou o sexto mês de desaceleração.

Segundo o BC, os dados mais fracos em abril, mês em que a liberação de novos empréstimos caiu 4,2% em relação ao mesmo período de 2012, estão em linha com o observado ao longo do primeiro quadrimestre, marcado pela moderação da atividade econômica e contenção de expectativas de empresários e consumidores.

A pesquisa mostrou ainda que a inadimplência da pessoa física recuou de 8% em dezembro de 2012 para 7,5% em abril, o que ajudou a reduzir o impacto do ciclo de aumento da taxa básica de juros sobre as taxas ao consumidor, que subiram de 33,9% para 34,4% ao ano na média do crédito livre às famílias. Para as empresas, no entanto, a inadimplência se manteve em 3,7% e os juros médios subiram de 18% para 19,2% ao ano.

O chefe do Departamento Econômico do BC, Túlio Maciel, afirmou que o quadro atual é de expansão moderada do crédito e que os bancos têm adotado uma posição mais cautelosa na concessão desde meados do ano passado, depois de um período de inadimplência mais alta. "Essa moderação no crédito livre é evidência disso", avaliou.

Segundo ele, a perspectiva é de continuidade da expansão do crédito, em torno de 14% este ano, considerando, nesse caso, além do crédito livre, o direcionado, que inclui financiamentos habitacionais, rurais e empréstimos do BNDES. Nesse caso, a expansão nos últimos 12 meses está em 16,4% até abril. "Eu tenho mencionado que um crescimento de 14% continua contribuindo para que haja expansão da atividade econômica", afirmou.  

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