Crise da Europa deve impactar investimento estrangeiro no Brasil

Segundo vice-presidente da Agência de Promoção de Exportações, a União Europeia respondeu por 51% dos US$ 31,5 bilhões do IED no País no ano passado

Alexandre Rodrigues, da Agência Estado,

27 de maio de 2010 | 17h06

O vice-presidente da Agência de Promoção de Exportações (Apex), Ricardo Schaefer, disse há pouco que o Investimento Estrangeiro Direto (IED)  no Brasil sofrerá um impacto provocado pela crise europeia e dificilmente terminará o ano com patamar previsto pelo Banco Central, de US$ 37 bilhões.

Segundo ele, a União Europeia respondeu por 51% dos US$ 31,5 bilhões do IED no País no ano passado. "Nos primeiros quatro meses deste ano, houve queda de 11% dos investimentos estrangeiros diretos no Brasil e isso é reflexo direto da crise europeia. Talvez o patamar deste ano fique um pouco acima de 2006, em torno de US$ 28 bilhões", disse em palestra sobre as relações comerciais entre Brasil e Espanha, no 3º Foro Brasil-União Europeia. Em 2006, o IED foi US$ 22,2 bilhões.

O vice-presidente do Instituto de Comércio Exterior da Espanha, Ángel Acebes, disse no mesmo evento que as empresas espanholas mantém o interesse crescente no Brasil, mas que a retração dos investimentos espanhóis no exterior se deu em todos os países, por conta da crise. No entanto, ele acredita que as grandes companhias espanholas que atuam no Brasil não terão dificuldade de acessar linhas de crédito internacionais para manter seus projetos e participar de oportunidades, como o trem de alta velocidade.

Acebes também afirmou que, na presidência rotativa da União Europeia, a Espanha está empenhada para um desfecho favorável das negociações reabertas para um acordo comercial entre a EU e o Mercosul. 

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