Crise da zona do euro ameaça economia mundial, diz Cameron

Para o primeiro-ministro do Reino Unido a situação econômica global é "muito mais perigosa" hoje e a recuperação será difícil para as economias avançadas

Agência Estado,

22 de setembro de 2011 | 21h10

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, disse que a crise das dívidas soberanas da zona do euro ameaça a estabilidade da economia mundial e afirmou que as autoridades da região precisam mostrar disposição política para lidar com o problema.

Durante um pronunciamento feito ao parlamento do Canadá, Cameron disse que não apoia e nem apoiará a inclusão do Reino Unido na zona do euro. Ele, no entanto, afirmou que seu país e todas as outras nações têm interesse no sucesso do bloco monetário porque os problemas da região "são tão grandes que começaram a ameaçar a estabilidade mundial".

"Os países da zona do euro precisam agir rapidamente para resolver a crise. Eles devem implementar o que já foi acertado e precisam demonstrar que possuem vontade política para fazer o que for necessário para garantir a estabilidade do sistema", disse Cameron.

Segundo o primeiro-ministro britânico, a situação econômica global é "muito mais perigosa" hoje e a recuperação será difícil para as economias avançadas. Ele acrescentou que os países precisam resolver o problema do excesso de endividamento e coordenar suas ações, inclusive para impulsionar o comércio mundial.

Cameron afirmou que, durante a reunião de cúpula de novembro, o G-20 precisa apresentar "um plano confiável" que possa ser levado à Organização Mundial do Comércio (OMC) e sirva de base para a próxima fase das negociações da Rodada Doha.

De acordo com o primeiro-ministro, o comércio é o maior estímulo disponível para as economias e, se a Rodada Doha for concluída, pode resultar na injeção de US$ 170 bilhões na economia mundial.

As informações são da Dow Jones. (Gustavo Nicoletta)

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