Crise dos alimentos ameaça economia e segurança, diz ONU

Secretário-geral da entidade alerta contra a alta global nos preços durante conferência em Gana

REUTERS

20 de abril de 2008 | 16h12

A alta global dos preços dos alimentos ameaça os esforços mundiais contra a pobreza e, se não for enfrentada de forma apropriada, pode afetar o crescimento e a segurança de todo o mundo, disse neste domingo o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon. Lula critica adversários do biodiesel e ataca subsídiosAbrindo uma conferência da ONU em Acra sobre comércio e desenvolvimento, Ban afirmou que o forte aumento desde o ano passado dos preços de alimentos essenciais como cereais pode apagar o progresso da ONU obtido com a meta de reduzir pela metade a pobreza no mundo até 2015. "O problema dos preços globais de alimentos pode significar sete anos perdidos... para as Metas do Milênio", disse. "Corremos o risco de voltar à estaca zero", falou no encontro da Conferência da ONU para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD). O preço elevado dos alimentos aumentou o risco de fome e pobreza em países em desenvolvimento e já provocou revoltas em partes da Ásia e da África. O líder da ONU apontou que muitos países tentaram compensar a crise com a proibição das exportações de arroz e trigo ou com a adoção de incentivos para facilitar importações. "Isso ameaça distorcer o comércio internacional e exacerbar a escassez." "Se não for enfrentada de forma apropriada, essa crise pode resultar em uma série de outras... e se tornar um problema multidimensional que afeta o crescimento econômico, o progresso social e mesmo a política de segurança em todo o mundo", completou Ban. (Reportagem de Daniel Flynn)

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