Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Crise faz viagens corporativas perderem terreno na receita das aéreas no País

Vendas de bilhetes para empresas, que tradicionalmente eram a principal fonte de receita das companhias aéreas, registraram queda de 10% no acumulado do ano; diante do desempenho fraco, aéreas reforçam serviços como sala VIP e poltronas mais confortáveis

Luciana Dyniewicz, O Estado de S.Paulo

09 de dezembro de 2016 | 05h00

A demanda por passagens aéreas para o segmento corporativo continua perdendo fôlego e deve encerrar este ano com queda de dois dígitos. No acumulado do ano até setembro, as vendas para esse setor diminuíram 10%, em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2015, houve um recuo 11%. Historicamente, esse perfil de cliente era a principal fonte de receita das empresas aéreas.

Apresentação. A Gol, famosa por não servir lanchinhos gratuitos a bordo, inaugurou em outubro uma sala VIP no embarque doméstico do aeroporto de Guarulhos e, no início de 2017, também terá uma no Galeão – até então, esses espaços de espera existiam nos terminais internacionais. No mês passado, a companhia promoveu, pela primeira vez, um evento para apresentar seu trabalho a agências de viagens corporativas e agora se prepara para instalar bancos de couro em toda a frota. Apesar das melhorias, a Gol diz que manterá preços competitivos.

A empresa surgiu em 2001 como uma aérea de baixo custo, mas vem modificando sua posição no mercado e adotando o perfil mais corporativo desde que Paulo Kakinoff assumiu a presidência, em 2012. “Estamos fazendo investimentos para atrair esse cliente, que é de grande relevância e voa o ano todo, não é tão sazonal como o de lazer”, reforça Bernardes.

A Latam, que prevê recuperação do segmento em 2017 e já tinha um posicionamento voltado para o corporativo, tem um aplicativo que permite ao cliente acessar o sistema de entretenimento em seu próprio celular.

Para o vice-presidente da Avianca Brasil, Tarcísio Gargioni, a área corporativa é prioridade para todo o setor aéreo. De acordo com ele, a recuperação do segmento será tímida em 2017. A empresa pretende ter, até o fim do ano que vem, Wi-Fi em todas as aeronaves. Hoje, o serviço está disponível em duas das 42 que voam no País. A Azul não quis comentar o assunto.

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