Crise global emperra avanço da classe média em 2009, segundo FGV

Segundo levantamento, classe C reunia 53,58% dos brasileiros, ante 53,81% em 2008 

Reuters,

10 de fevereiro de 2010 | 17h57

A ascensão social da classe média no Brasil observada nos últimos anos foi interrompida em 2009 pela crise financeira internacional, segundo um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

 

O levantamento divulgado nessa quarta-feira, 10, apontou que, em dezembro do ano passado, a classe C (famílias com renda de R$ 1.115 a R$ 4.807) reunia 53,58% dos brasileiros, ante 53,81% no final de 2008. O resultado observado em dezembro de 2008 havia sido o maior da série histórica da FGV.

 

"A crise impediu que a classe média crescesse mais. 2009 não foi o ano da classe C. Ela se estabilizou, mas está voltando a crescer", afirmou o coordenador da pesquisa, o economista Marcelo Neri.

 

Ele ponderou que, desde 2003, a classe média foi a que mais ascendeu socialmente. Desde então, o avanço dessa classe social foi de 26%, com a incorporação de 32 milhões de pessoas.

 

"A classe C deu uma parada. É um mau resultado quando comparado com os cinco anos anteriores, mas bom ao se comparar com os demais países", frisou Neri, que espera uma retomada da classe média em 2010. A projeção da FGV é de que até 2014 o mercado possa incorporar mais 36 milhões de pessoas nas classe ABC.

 

Neri observou que a classe AB (renda familiar acima de R$ 4.808) foi o destaque em meio à crise, com crescimento de 2% em relação a dezembro de 2008. No final de 2009, representava 15,63% do total.

 

A classe D (famílias com renda de R$ 805 a R$ 1.114) representava 13,37% da população. Na comparação com igual mês em 2008, houve avanço de 1,4%.

 

Já a classe E (renda familiar de até R$ 804) caiu 1,5% em relação a dezembro de 2008. A classe de renda mais baixa da pesquisa reunia 17,42% da população brasileira.

 

(Por Rodrigo Viga Gaier)

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