Crise não afetará fusões e aquisições no Brasil, diz Cade

Segundo o presidente do órgão, crise econômica deve acelerar processos de fusão, já que muitas companhias que passam por dificuldades quebram

Eduardo Rodrigues, da Agência Estado,

20 de dezembro de 2011 | 17h52

BRASÍLIA - A crise internacional e seus efeitos na economia brasileira não devem ter impactos muitos significativos nos movimentos de fusões e aquisições no País, avaliou nesta terça-feira, 20, o presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Fernando Furlan. Segundo ele, apesar de crises normalmente gerarem oportunidades de compra de empresas em dificuldades, as turbulências também são marcadas pela indisponibilidade de recursos no mercado para conclusão desses negócios.

"Se a crise acabar repercutindo aqui, é uma tendência acelerar processos de fusão, porque muitas firmas quebram. Mas, por outro lado, há menos capital disponível e um lado pode contrabalançar o outro", afirmou.

Com a entrada em funcionamento do chamado Super Cade, Furlan espera que o órgão antitruste consiga julgar todos processos que obedecem a metodologia atual - de análise posterior à operação - em até seis meses. Pela nova legislação - que entra em vigor no dia 29 de maio -, as operações de fusão e aquisição serão julgadas pelo Conselho antes de sua concretização.

"A grande maioria dos casos analisados são de menor complexidade, levando em média 40 dias para serem julgados. Mas até o fim de 2012 o órgão deve limpar a pauta dos casos de análise posterior", afirmou.

Furlan disse ainda que o Cade espera um reforço de orçamento R$ 15 milhões apenas no primeiro semestre de 2012 para concluir a transição para o Super Cade. Em 2011, o orçamento total do órgão foi de R$ 8 milhões. Além disso, o presidente confia na chegada dos 200 novos servidores autorizada pela lei que aumentou os poderes e atribuições da autarquia. "Contamos com a boa vontade do Ministério do Planejamento para autorizar o preenchimento das vagas por concurso", acrescentou.

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