Crise traz risco de invasão de importados no País, diz Miriam

Segundo ministra, o governo já adotou medidas para proteger o mercado de 'ações predatórias' de outros países

Anne Warth, da Agência Estado,

23 de novembro de 2011 | 14h47

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, disse há pouco que a crise financeira internacional traz um grande risco de invasão de produtos importados para o mercado interno do Brasil. De acordo com ela, isso acontece porque o País tem um mercado gigantesco, enquanto Estados Unidos e União Europeia produzem produtos e não têm para quem vendê-los. "Isso traz um grande risco para nós", disse a ministra, ao participar da cerimônia de posse da diretoria eleita da Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC, em São Bernardo do Campo (SP). Miriam foi homenageada com a entrega do prêmio O Construtor de 2011, promovido pela entidade.

De acordo com a ministra, o governo está ciente dessa situação e, por isso, adotou medidas para proteger o mercado de "ações predatórias" de outros países. Ela citou, como exemplo, o lançamento do Plano Brasil Maior que apoia alguns setores da indústria e reduz a incidência de impostos sobre a folha de pagamentos. "Temos condições muito boas e podemos resistir, como em 2008 e 2009", afirmou a ministra do Planejamento.

Miriam fez um apelo aos empresários para que continuem a investir e garantiu que o País continuará a crescer em 2012. "A despeito dessas condições internacionais, nós acreditamos que o Brasil vai crescer no ano que vem bastante acima da média mundial, do mesmo jeito que está crescendo neste ano. Vamos crescer um pouco menos do que no ano passado, mas esse crescimento ainda será bastante superior a média dos outros países", afirmou.

A ministra destacou ainda que esse crescimento se dará com inflação sob controle e com os juros em queda. "Acreditamos ter condições para que os juros continuem caindo", afirmou. Ela ressaltou ainda que o salário mínimo será reajustado em cerca de 14% no ano que vem e que as desonerações de impostos devem chegar a R$ 2,6 bilhões em 2012.

No início da tarde, a ministra almoçava com a diretoria da entidade e pode conceder entrevista à imprensa. 

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