JF Diorio/Estadão
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Cristina Junqueira, do Nubank, é a 2ª brasileira a entrar para lista da Forbes como empreendedora

Assim como o CEO do Nubank David Vélez, Junqueira controla a companhia por meio de ações com supervoto, que não são listadas e têm 20 vezes o direito a voto dos papéis em circulação no mercado

Matheus Piovesana e Jenne Andrade, O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2021 | 18h49

Após a estreia do Nubank na Bolsa de Nova York, Cristina Junqueira, cofundadora do banco digital, entrou para a lista de bilionárias da revista Forbes, com US$ 1,3 bilhão (ou R$ 7,4 bilhões). A Forbes não informou qual é a colocação de Junqueira no ranking.

O patrimônio calculado pela revista seria o suficiente para colocar Cristina a entre as dez mulheres mais ricas do País na lista mais recente, de agosto, à frente de Camila Bueno Grossi (R$ 7 bilhões), acionista da Dasa e da Amil, e de Gisele Trajano (R$ 7,2 bilhões), uma das herdeiras de Onofre Trajano, parte da família que criou o Magazine Luiza.

Cristina é apenas a segunda brasileira a tornar-se bilionária com um empreendimento próprio, de acordo com a publicação. A primeira foi Luiza Trajano, presidente do conselho de administração do Magalu, e que, na última lista de bilionários da revista, tinha fortuna estimada em R$ 23,5 bilhões.

Assim como o cofundador e CEO do Nubank David Vélez, Junqueira controla a companhia por meio de ações com supervoto, que não são listadas e têm 20 vezes o direito a voto dos papéis em circulação no mercado. O valor destas ações, entretanto, é o mesmo das que são listadas. Ela detém ainda 0,1% dos papéis de classe A, que são aqueles os listados em Bolsa.

Trajetória de Cristina

Atualmente grávida do terceiro filho – na verdade, uma menina, que deve chegar em fevereiro de 2022 –, Cristina Junqueira, de 39 anos, já tinha uma trajetória no mercado financeiro antes de se juntar ao colombiano David Vélez para fundar o Nubank. Por uma década, entre 2003 e 2013, ela trabalhou em consultoria estratégica e em bancos tradicionais. 

No próprio Itaú, que foi desbancado pelo Nubank em valor de mercado, a empresária foi analista de sistemas, superintendente e gerente na área de cartão de crédito.

A experiência dentro do ‘bancão’ foi essencial para traçar os caminhos que trariam destaque à fintech, fundada em 2013. A ideia inicial era de que o Nubank fosse um contraponto às instituições financeiras tradicionais, com menos cobranças de tarifas e processos desburocratizados. Hoje, a fintech tem cerca de 48 milhões de clientes.

A executiva levou as duas filhas para Nova York, na semana passada, para acompanhar a estreia do Nubank na Bolsa de Valores. Nos dias anteriores ao IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês), ela relatou ao Estadão/Broadcast dias intensos, com mais de dez reuniões com investidores. "O programa NuSócios (que dava o direito a clientes de comprar ações) foi super complexo de fazer."

"Vamos continuar inconformados, sempre vai ter complexidade para a gente resolver, para melhorar a vida das pessoas", afirmou Cristina, ressaltando que foi do inconformismo com o sistema financeiro que surgiu o Nubank. "A gente começou, todo mundo falava que era impossível, que não dava. E eu adoro, me falou que é impossível aí que vou mostrar que é (possível)", disse.


 

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