Cristina recebe Rocca, que comprou fatia da Usiminas

Satisfeita com a compra de importante participação da Usiminas por parte do grupo argentino Techint, a presidente Cristina Kirchner selou a paz com o titular da holding, o empresário Paolo Rocca, após uma série de atritos nos últimos anos. Ontem à noite, Cristina recebeu Rocca na residência oficial de Olivos e conheceu detalhes da operação anunciada no domingo, pela qual o empresário adquiriu 27,7% das ações da Usiminas por US$ 2,7 bilhões.

MARINA GUIMARÃES, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

30 de novembro de 2011 | 12h13

As ações foram vendidas pelos grupos brasileiros Camargo Corrêa e Votorantim à Ternium/Tenaris, subsidiária do grupo Techint, fabricante de aços planos e líder mundial na produção de tubos sem costura usados pela indústria petrolífera. O governo detém participação de 3,5% na Techint, através das ações que possui na Siderar por meio da Agência Nacional de Seguridade Social (Anses), e vinha mantendo uma relação conflituosa com o grupo Techint, que se recusava a aceitar a nomeação de novos diretores oficiais na Siderar.

A reaproximação entre Rocca e a Casa Rosada começou logo após a reeleição de Cristina, em outubro, e se consolidou após o anúncio da compra de participação na Usiminas. Rocca detalhou os planos da Techint para sua expansão e integração regional. A presidente classificou a operação de compra de ações da Usiminas como uma "notícia muito boa".

O empresário ítalo-argentino prometeu investimentos na Argentina para ampliar a unidade de fundição contínua da Siderar, que fornece insumos à fabricação de automóveis e eletrodomésticos.

O relato da conversa entre ambos foi feito pela própria presidente no discurso de encerramento da convenção anual da Câmara Argentina de Construção, ontem à noite.

Segundo ela, a operação com a siderúrgica brasileira facilitará a ampliação da unidade da Siderar porque a Usiminas vai aumentar a oferta de aço e de minério de ferro para a fábrica argentina. Por outro lado, a produção argentina de aço vai servir para abastecer o mercado local e exportar para o Brasil em forma de automóveis, com maior valor agregado.

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