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Cruzeiro do Sul muda fontes de captação com crise na Europa

Banco aumentou a cessão de carteiras e vem reduzindo a captação desde setembro deste ano

Altamiro Silva Júnior, da Agência Estado,

27 de dezembro de 2011 | 14h01

SÃO PAULO - Com a crise na Europa, o Cruzeiro do Sul está mudando suas fontes de captação, segundo o diretor de Relações com Investidores do banco, Luis Octavio Indio da Costa em teleconferência com imprensa e analistas para comentar a aquisição do Banco Prosper, anunciada ontem à noite. "Tínhamos captações no exterior recorrentes e cessões de crédito eventuais. Agora, invertemos isso", disse ele.

Desde setembro, o banco aumentou a cessão de carteiras e vem reduzindo a captação por meio do Depósito a Prazo com Garantia Especial do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), instrumento criado pelo governo para facilitar a captação de bancos menores e que terão que ser reduzidos a partir de 2012. O banco também não tem captado no exterior, por conta da crise europeia que tem dificultado essas operações.

O banco, focado em crédito consignado, não prevê necessidade de fazer injeção de capital para continuar crescendo. De acordo com ele, o Cruzeiro do Sul trabalha com Índice de Basileia entre 15% e 16% e o indicador deve voltar para este nível nos próximos períodos. No terceiro trimestre, o índice terminou em 13,7%.

Entre os fatores que vão contribuir para elevar o índice de Basileia do Cruzeiro do Sul, o executivo cita a recente reversão de parte das medidas macroprudenciais que o governo soltou no final de 2010 para conter o crédito ao consumo, afetando linhas como o consignado. Na época, o Banco Central passou a exigir mais capital dos bancos para determinados tipos de empréstimos.

Após a compra do Prosper, o banco aumenta seus negócios em novas áreas, como câmbio e crédito a empresas. Mas Indio da Costa destaca que o foco dos negócios continua sendo o crédito consignado.

Fusões e aquisições

Indio da Costa avalia que mais fusões e aquisições podem ocorrer entre os bancos médios. "Acho que poderá acontecer ainda alguma consolidação", disse ele. "O Cruzeiro do Sul pode ser um consolidador nesse mercado, desde que haja opções interessantes e não comprometam as operações do banco."

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