CSA dá partida em segundo alto-forno após atender requisitos ambientais

Empresa chegou a ser multada em R$ 1,8 milhão depois que material particulado se espalhou pelo seu entorno, na zona oeste do Rio.

Glauber Gonçalves, da Agência Estado,

17 de dezembro de 2010 | 18h32

A Secretaria de Estado do Ambiente do Rio informou que a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA, parceria entre a alemã ThyssenKrupp e a Vale), deu partida nesta sexta-feira, 17, ao segundo alto-forno depois de atender os requisitos ambientais. Em agosto, a empresa chegou a ser multada em R$ 1,8 milhão depois que material particulado proveniente da siderúrgica se espalhou pelos seus entornos, no bairro de Santa Cruz, na zona oeste do Rio.

Segundo a secretaria, a empresa apresentou atestado técnico sobre a adequação dos procedimentos de controles ambientais adotados na partida do alto-forno 2, emitido por auditora de padrão internacional. A siderúrgica teve de apresentar ainda um termo de responsabilidade ambiental com designação do responsável técnico pelos procedimentos.

Em nota, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão ligado à secretaria do Ambiente, afirma que a CSA foi advertida que, caso o período de partida do segundo alto forno ultrapasse cinco dias, será obrigatório o abafamento do equipamento.

O Inea informa que está acompanhando todo o processo de partida junto com três especialistas independentes das empresas Hatch e Concremat e da PUC-Rio.

O monitoramento da qualidade do ar está sendo feito em cinco estações instaladas nas comunidades nos arredores da empresa. De acordo com o Inea, as medições feitas ao longo do dia indicam que as concentrações de partículas totais variaram entre 21,2 e 38,4 microgramas por metro cúbico, valores até seis vezes inferiores ao padrão Conama (240 microgramas por metro cúbico).

O acompanhamento do processo de partida continuará por todo o fim de semana, até que a totalidade da produção do alto-forno seja destinada à aciaria.

Em agosto, o órgão autuou a siderúrgica depois que técnicos identificaram que o material particulado que se espalhou por Santa Cruz provinham, principalmente, da operação de basculamento e resfriamento do ferro-gusa não lingotado em poços de emergência, após serem produzidos no alto-forno, devido a problemas ocorridos nas máquinas de lingotamento.

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