CSA inicia alto-forno após atender exigência ambiental

A Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), parceria entre a alemã ThyssenKrupp e a Vale, iniciou hoje a pré-operação de seu segundo alto-forno depois de atender às exigências da Secretaria Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro. Em agosto, a empresa foi multada em R$ 1,8 milhão por espalhar material particulado no bairro de Santa Cruz, na zona oeste do Rio, onde está instalada.

GLAUBER GONÇALVES, Agencia Estado

17 de dezembro de 2010 | 19h18

A partida do alto-forno 2 marca o início da operação da segunda linha de produção da siderúrgica, inaugurada em junho. Cada uma delas responde por metade da capacidade total da planta, de 5 milhões de toneladas de aço bruto ao ano.

Segundo a secretaria, a CSA apresentou atestado técnico sobre a adequação dos procedimentos de controle ambiental adotados na partida do segundo alto-forno, emitido por auditora de padrão internacional. A siderúrgica teve de firmar ainda um termo de responsabilidade ambiental com designação do responsável técnico pelos procedimentos.

Em nota, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão ligado à Secretaria do Ambiente, afirma que a CSA foi advertida de que, caso o período de partida do segundo alto-forno ultrapasse cinco dias, será obrigatório o abafamento do equipamento. O Inea acompanhará o processo durante todo o fim de semana, até que a totalidade da produção do alto-forno seja destinada à aciaria.

O monitoramento da qualidade do ar está sendo feito em cinco estações instaladas nas comunidades nos arredores da empresa. De acordo com o Inea, as medições feitas hoje ao longo do dia indicaram que as concentrações de partículas ficaram em valores até seis vezes inferiores ao padrão estabelecido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

As emissões de poluentes ocorridas em agosto foram causadas por um defeito na linha de produção de ferro-gusa. Um problema na máquina de lingotamento impediu que a produção alcançasse a capacidade máxima. A siderúrgica viu-se, então, obrigada a utilizar poços de emergência, localizados numa área exposta, para o resfriamento do material. Com isso, partículas acabaram sendo lançadas no ar.

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