CSN analisa aquisições em cimento na América Latina

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) está buscando oportunidades na área de cimento na América Latina, tanto para aquisições quanto para a construção de unidades, segundo o diretor comercial, Luiz Fernando Martinez. "Com certeza, imaginamos construir também novas fábricas aqui no Brasil", disse Martinez. Os países de interesse da CSN são Argentina, Uruguai, Paraguai, Colômbia, Chile e Peru.

CHIARA QUINTÃO, Agencia Estado

29 de outubro de 2010 | 17h11

"No nosso modo de entender, cimentos e aços longos andam juntos. A CSN quer ser um player muito forte de construção civil, entregando soluções completas", afirmou o executivo, em teleconferência com jornalistas.

A CSN projeta que sua capacidade de produção de longos chegue a 1,5 milhão de toneladas por ano, incluindo o projeto já em andamento de 500 mil toneladas anuais em Volta Redonda (RJ), que entrará em operação no fim de 2011, e outras duas unidades também com 500 mil toneladas por ano cada, sendo uma em Minas Gerais e outra em São Paulo. Essas duas unidades devem começar a operar no prazo de três anos.

As vendas de cimento da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) somaram 308 mil toneladas no terceiro trimestre deste ano e 681 mil toneladas no acumulado de janeiro a setembro. A CSN produziu 292 mil toneladas de julho a setembro e 669 mil toneladas nos nove meses. Já a receita líquida das vendas de cimento foi de R$ 60 milhões no trimestre e de R$ 131 milhões no acumulado do ano. A expectativa de venda de cimento em 2010 é de 1 milhão de toneladas, volume que deve saltar para 2 milhões no próximo ano.

Casa de Pedra

O lançamento inicial de ações (IPO) da Casa de Pedra continua na pauta da CSN e as negociações para o processo estão em andamento, segundo o diretor executivo de Relações com Investidores da siderúrgica, Paulo Penido. Mas, segundo ele, não é possível informar a data em que a abertura de capital será realizada. "É um processo que tem que ser feito com muita tranquilidade", disse.

A CSN negocia a união da Casa de Pedra com a Namisa, empresa na qual detém 60%. Penido acrescentou que o processo de IPO depende da separação dos ativos de mineração da CSN e de preparação da empresa em relação à tecnologia de informação. "Não seria inteligente fazermos isso agora", disse.

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