CSN avalia venda de ações da Namisa para ajudar a zerar dívida

A Companhia Siderúrgica Nacional estáavaliando a venda de parcela minoritária de ações de suaunidade de mineração Namisa como forma de ajudar a companhia azerar sua dívida, afirmou nesta quarta-feira, o presidenteBenjamin Steinbruch a analistas. A companhia, que teve lucro de 767 milhões de reais noprimeiro trimestre, praticamente em linha com o obtido no mesmoperíodo do ano passado, também continua avaliando os planospara uma oferta de ações de sua mina Casa de Pedra. "A idéia nossa é que a CSN ao longo do tempo sejavalorizada... A minha prioridade é vender parcela minoritáriada Namisa. A venda total não me convence", disse Steinbruch aanalistas durante reunião sobre os resultados da companhia. Para o executivo, a venda total da Namisa "não convence"porque o negócio é altamente rentável e seria difícil se obterum investimento que fosse equivalente. Sem dar detalhes sobre prazos e valores, Steinbruch afirmouque a oferta da Namisa pode balizar uma eventual abertura decapital da Mina Casa de Pedra, que possui reservas provadas decerca de 1,6 bilhão de toneladas de minério de ferro. "A idéia de quitar todas as dívidas da CSN me entusiasma.Eu gostaria de materializar isso no próximo inverno... Nocurtíssimo prazo acho que seria aconselhável para nóstrabalharmos sem alavancagem", disse o executivo. "Nossa história foi feita em cima de uma alavancagemexpressiva e de crescimento super agressivo. Nossosconcorrentes estão com alavancagem baixa. Eu acho que é sadiovocê sempre olhar para os lados também", disse Steinbruch. A companhia encerrou o primeiro trimestre com dívidalíquida de 4,78 bilhões de reais ante 6 bilhões de reais um anoantes. O executivo afirmou que a CSN continua avaliandooportunidades de investimento no exterior, mas ressaltou que aempresa não fará compras "simplesmente por comprar". "Se nãotiver questão muito forte de estratégia ou ganhos de sinergiasnão vamos fazer investimento." A CSN tentou comprar a siderúrgica anglo-holandesa Corus em2006, mas foi superada pela indiana Tata Steel . Em termos de regiões, Steinbruch afirmou que vê os EstadosUnidos com chances maiores de receber eventual investimento dacompanhia do que Europa e Ásia, apesar do momento dedesaceleração econômica vivido pelo país. "O mercado norte-americano tem que ser respeitado. Setivermos a chance de movimentação para fora, eu gostaria de tera chance de ir para o mercado americano." O executivo afirmou que o atual quadro de escassez decapacidade adicional de produção de aço diante do crescimentodo país exige uma readequação de modelos de investimento degrandes para pequenos fornos, que podem ser instalados maisrapidamente, exigindo investimentos menores. "Acho que já faz mais sentido, em função de logística,termos pequenas unidades para atender a demandas maisregionais. Eu acho que temos que fazer fornos de 500 miltoneladas porque o investimento é simples e o licenciamentoambiental é simples", disse o executivo na reunião. As ações da CSN subiam 3,3 por cento nesta quarta-feira,enquanto o Ibovespa recuava ligeiros 0,08 por cento. Analistas afirmaram que o resultado de primeiro trimestreda companhia ficou no geral dentro do esperado. "Foi um resultado bom, mas sem grandes destaques, veiomuito em linha com o que o mercado esperava", afirmou oanalista da Pedro Galdi, do ABN Amro. "As ações devem estaravançando por conta dos mecanismos de mercado, estamos tendoentrada forte de recursos estrangeiros este mês." (Reportagem de Alberto Alerigi Jr.)

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