CSN lucra R$ 16,316 mi no 1º trimestre, queda de 82,39%

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) registrou um lucro de R$ 16,316 milhões no primeiro trimestre de 2013, uma queda de 82,39% ante o mesmo período do ano passado.

LUCAS HIRATA E BETH MOREIRA, Agencia Estado

16 de maio de 2013 | 08h49

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 902 milhões, queda de 19% sobre o primeiro trimestre de 2012. A receita líquida da empresa somou R$ 3,642 bilhões no primeiro trimestre, alta de 6% ante os três primeiros meses de 2012.

A empresa encerrou o período com uma dívida líquida consolidada de R$ 16,2 bilhões, um acréscimo de R$ 500 milhões em relação ao registrado no final de dezembro de 2012, ou 3,18%. A relação dívida líquida/Ebitda (calculada com base no Ebitda ajustado dos últimos 12 meses) atingiu 3,75 vezes. Ao final de dezembro a relação era de 3,47 vezes.

O aumento, explicou a CSN em seu balanço financeiro, se deveu ao pagamento de dividendos no valor de R$ 300 milhões, investimentos de R$ 500 milhões em imobilizado; efeito de R$ 500 milhões com desembolsos em encargos da dívida, além de efeitos da variação cambial.

No primeiro trimestre, o resultado financeiro liquido consolidado foi negativo em R$ 527 milhões, de acordo com o relatório da administração, basicamente devido a encargos de empréstimos e financiamentos, no total de R$ 480 milhões; despesas de R$ 6 milhões com atualização monetária de parcelamentos fiscais; variações monetárias e cambiais de R$ 31 milhões, incluindo os resultados com derivativos e outras despesas financeiras de R$ 48 milhões. Compensaram parcialmente estes efeitos negativos as receitas financeiras consolidadas de R$ 38 milhões. A empresa encerrou o trimestre com disponibilidades de R$ 14,1 bilhões.

Investimentos

Os investimentos da CSN entre janeiro e março totalizaram R$ 509 milhões, dos quais R$ 280 milhões na controladora, com destaque para a expansão da mina de Casa de Pedra e do Porto de Itaguaí no valor de R$ 54 milhões e a construção da planta de aços longos, no valor de R$ 101 milhões. O restante foi investido nas controladas em conjunto, sendo R$ 82 milhões na Transnordestina Logística; R$ 61 milhões na MRS e R$ 2 milhões na Namisa.

Vendas

As vendas totais de aço da companhia somaram 1,6 milhão de toneladas no primeiro trimestre do ano, com crescimento de 3% em relação ao quarto trimestre de 2012, representando volume recorde para um primeiro trimestre. O segmento de siderurgia respondeu por 71,8% da receita líquida no trimestre.

Das vendas totais, 77% foram comercializados no mercado interno, 21%, por meio das subsidiárias no exterior e 2%, exportados. As vendas ao mercado interno totalizaram 1,2 milhão de toneladas entre janeiro e março, com alta de 2% sobre o trimestre imediatamente anterior. No mercado externo foram 362 mil toneladas vendidas, com alta de 6% na mesma base de comparação. Desse total, as vendas por meio das subsidiárias no exterior atingiram 327 mil toneladas, sendo 189 mil toneladas comercializadas pela SWT. As exportações diretas, por sua vez, atingiram 35 mil toneladas.

Preços

A receita líquida média por tonelada foi de R$ 1.867 no primeiro trimestre, 1% acima dos R$ 1.849 dos últimos três meses de 2012. A receita líquida do segmento de siderurgia atingiu R$ 2,947 bilhões, um crescimento de 4% em relação ao quarto trimestre do ano passado, basicamente pelo maior volume vendido.

Custo e produção

O Custo dos Produtos Vendidos (CPV) do segmento de siderurgia atingiu R$ 2,456 bilhões, 7% superior ao registrado no quarto trimestre, devido ao maior volume vendido e à utilização de placas compradas de terceiros.

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