Alaor Filho/Estadão
Alaor Filho/Estadão

CSN pode vender 25% da Congonhas Minérios para chineses

Segundo fontes, chinesa estaria interessada em adquirir fatia da mineradora, mantendo a CSN no controle

Reuters

26 Setembro 2016 | 22h34

A CSN está considerando vender parte de sua participação na Congonhas Minérios, segunda maior produtora de minério de ferro do Brasil, para a China Brazil Xinnenghuan International Investment (CBSteel), afirmaram duas fontes com conhecimento do assunto nesta segunda-feira.

Segundo as fontes, a CBSteel está interessada em comprar cerca de 25% da Congonhas Minérios diretamente da CSN. O grupo brasileiro de siderurgia, que detém 88% da Congonhas Minérios, seguiria no controle da mineradora, disseram as fontes, acrescentando que as negociações estão lentas e podem não render necessariamente em um acordo.

A primeira fonte afirmou que qualquer acordo avaliando a Congonhas Minérios como valendo cerca de US$ 20 bilhões tem mais chance de ser bem sucedida.

No início do mês, o ministro de Relações Exteriores, José Serra, afirmou que a CBSteel estava avaliando investimento na construção de uma usina siderúrgica no Maranhão, com capacidade inicial para 3 milhões de toneladas de aço por ano.

Um porta-voz da CSN não comentou o assunto. Não foi possível contatar representantes da CBSteel no Brasil.

Segundo a primeira fonte, a venda da participação é importante para ajudar a CSN a reduzir a dívida que atualmente é de cerca de R$ 26 bilhões.

As seis companhias asiáticas que têm uma fatia de 12% na Congonhas Minérios vão manter suas posições, afirmaram as fontes. As empresas são as japonesas Itochu Corp, Nisshin Steel, JFE Steel e Kobe Steel, a sul-coreana Posco e a taiuanesa China Steel.

A Congonhas Minérios foi criada no final de 2014, por meio da fusão da mina Casa de Pedra com a mineradora Namisa.

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