CSN vai contratar pela 1ª vez desde o agravamento da crise

Companhia anuncia contratação de 1.200 trabalhadores e ministro do Trabalho ressalta recuperação do setor

Isabel Sobral, da Agência Estado, e Alberto Komatsu, de O Estado de S. Paulo,

22 de junho de 2009 | 13h07

O ministro do Trabalho e do Emprego, Carlos Lupi, afirmou nesta segunda-feira, 22, ter recebido do sindicato dos metalúrgicos de Volta Redonda a informação de que a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) voltou a contratar empregados com carteira assinada, o que seria a primeira vez que isso acontece desde o agravamento da crise, no final de 2008.

 

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A CSN confirmou que vai contratar 1,2 mil trabalhadores para a usina Presidente Vargas, em Volta Redonda, no sul fluminense, após o religamento de um alto-forno da siderúrgica na semana passada. A empresa informa que a prioridade será contratar os empregados que foram demitidos desde o final do ano passado, quando foram dispensados 1,2 mil pessoas.

 

Além disso, segundo Lupi, os sindicalistas informaram ainda que a companhia já teria recontratado 70% dos demitidos no final do ano. "Isso mostra uma recuperação da indústria do aço", afirmou o ministro, após divulgar o resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do mês de maio. De acordo com ele, a indústria está se recuperando e os problemas que ainda existem são localizados.

 

Pelos dados do Caged, em maio a indústria de transformação registrou saldo positivo de 700 empregos formais. Dos 12 subsetores da indústria acompanhados pelo Cadastro, cinco ficaram com saldo positivo, com destaque para a indústria de produtos alimentícios, que teve um saldo líquido de empregos de 13.382 postos no mês. As indústrias metalúrgica e mecânica foram os segmentos com pior desempenho, registrando saldo negativo, respectivamente, de 5.499 e 2.917 postos.

 

Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Volta Redonda e Região, Renato Soares Ramos, o maior número de recontratações da CSN deverá ser realizado no setor de manutenção centralizada, um dos mais afetados com a demissão de 1,2 mil trabalhadores realizadas desde o final do ano passado.

 

"Depois daquela fogueira que foram os últimos seis meses, após as demissões, essa é uma boa notícia", afirma Ramos. Segundo ele, as contratações deverão ser concluídas nos próximos 30 a 40 dias.

 

A CSN informou que, do total de contratações, 400 serão empregos diretos e os 800 restantes serão funcionários terceirizados, mas que trabalham diretamente na usina de Volta Redonda. A empresa informou, ainda, que a prioridade será a recontratação do pessoal que foi demitido, mas não informou números específicos.

 

Texto atualizado às 13h28

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