CSN vê venda de aço no 2o semestre perto da capacidade total

A CSN espera um aumento de 51 por cento nas vendas de aço no segundo semestre na comparação com o período de janeiro a junho deste ano. Se confirmado, o volume aproximará a empresa de sua capacidade máxima de produção, em meio ao movimento de recuperação no setor siderúrgico.

ALBERTO ALERIGI JR., REUTERS

07 de agosto de 2009 | 13h14

Em teleconferência com analistas, o diretor comercial da Companhia Siderúrgica Nacional, Luis Fernando Martinez, informou que espera vender cerca de 1,2 milhão de toneladas de aço no atual trimestre e volume semelhante nos três últimos meses de 2009.

Anualizado, esse volume representa quase a capacidade máxima de produção da empresa, de 5 milhões de toneladas.

As expectativas da empresa decorrem de uma retomada do mercado interno consumidor de aço e início de melhora no exterior, informou o executivo.

A CSN registrou vendas de 1,59 milhão de toneladas no primeiro semestre deste ano, com o volume do segundo trimestre crescendo 47 por cento sobre o primeiro trimestre. Ainda assim, quando comparado aos seis primeiros meses de 2008 houve queda superior a 40 por cento nas vendas.

A siderúrgica divulgou no final da quinta-feira lucro de 335 milhões de reais nos três meses até junho, queda de 68 por cento sobre um ano antes, em um cenário de redução de preços, competição com produtos importados e menor demanda pela redução da atividade econômica.

A média de cinco previsões de analistas obtida pela Reuters apontava para lucro líquido de 722 milhões de reais no período.

Segundo Martinez, os preços médios de aço atingiram o fundo do poço no segundo trimestre e a empresa vê uma trajetória ascendente. Nos três meses encerrados em junho, o preço médio cobrado pela empresa pela tonelada de aço foi de 2.069 reais, queda de 14 por cento sobre o primeiro trimestre.

A CSN encerrou no final do segundo trimestre o consumo de carvão comprado um ano antes, quando a demanda pela indústria siderúrgica mundial catapultou os preços do insumo.

"Entramos na crise com estoque de produtos semiacabados e acabados (de aço) mais elevados e hoje nosso nível de estoque está declinando, mas esse estoque continua carregando efeito do carvão antigo", disse Martinez.

O executivo acrescentou, porém, que a CSN espera uma "significativa" queda no custo de produtos vendidos no terceiro e quarto trimestres, já que passará a fazer efeito carvão comprado a preços menores.

MINÉRIO DE FERRO

Em minério de ferro, que tem importante participação nos negócios da companhia, a CSN espera vendas de 25 milhões de toneladas em 2009, ante 18,2 milhões de toneladas no ano passado.

A expectativa para 2010 é de vendas de 35 milhões de toneladas, um incremento de 40 por cento que será impulsionado pelos trabalhos de expansão da capacidade do porto da empresa em Itaguaí, no Rio de Janeiro, para 45 milhões de toneladas.

"A perspectiva para o segundo semestre é excelente. A demanda tem sido muito superior à que podemos atender. Isso indica aumento de volume e preço médio no segundo semestre e mudança na tendência de precificação de minério de ferro para o próximo ano", afirmou o executivo, comentando que "a Europa voltou a consumir de forma razoável."

As ações da CSN operavam em alta de 092 por cento, a 50,31 reais, às 13h08, enquanto o Ibovespa exibia valorização de 1,34 por cento.

Segundo relatório da corretora Brascan, os números da siderúrgica referentes ao segundo trimestre "demonstraram uma expressiva recuperação no volume de vendas e uma leve melhora na eficiência operacional".

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