Custo caixa da Fibria chega a R$ 507 a tonelada

O custo caixa de produção de celulose da Fibria encerrou o primeiro trimestre de 2013 em R$ 507 por tonelada, um aumento de 11% em relação ao mesmo período do ano passado e de 14% na comparação com o quarto trimestre de 2012. A variação é explicada, principalmente, por duas paradas programadas para manutenção feitas ao longo do trimestre. Quando desconsiderados os efeitos dessas paradas, o custo caixa da Fibria no trimestre seria de R$ 463 por tonelada, expansão de 4% em ambas as bases comparativas.

ANDRÉ MAGNABOSCO, Agencia Estado

23 de abril de 2013 | 09h37

Ao longo do trimestre, a Fibria interrompeu provisoriamente as operações da Unidade Veracel e da fábrica C da Unidade Aracruz. Esta segunda parada foi antecipada, já que em 2012 as operações na unidade C de Aracruz ocorreram no segundo trimestre. Esse descasamento de datas é a principal explicação para a expansão de 11% no custo caixa da Fibria no trimestre.

Outras razões apontadas pela Fibria para a alta do custo na comparação anualizada foram o maior preço de químicos e energéticos e o efeito da valorização do dólar médio de 13% sobre os itens com exposição ao dólar. Já na comparação com o quarto trimestre de 2012, destaque para o custo com madeira, efeito da maior participação do insumo de terceiros e maiores custos logísticos. "Em ambos os períodos, os impactos foram parcialmente compensados pelo programa de desoneração da folha de pagamentos, conforme anunciado pelo governo em 2012, com vigência para 2013 e 2014", destacou a companhia em material divulgado nesta terça-feira, 23.

Desoneração da folha

A Fibria não detalhou os ganhos com a desoneração da folha no trimestre, mas o efeito da medida no custo caixa por tonelada produzida foi equivalente a R$ 7,00, ou 1,4% do custo caixa total da companhia. Quando desconsideradas as paradas, a alta de 4% do custo ficou abaixo da inflação registrada nos últimos 12 meses, de 6,6%, ressaltou a Fibria. "Desta forma, a Fibria segue perseguindo sua meta de elevação do custo caixa abaixo da inflação", ponderou a companhia. Neste caso, a mesma desoneração da folha de pagamentos também teve efeito importante para a empresa.

O custo do produto vendido (CPV) da Fibria no primeiro trimestre ficou em R$ 1,192 bilhão, queda de 3% em relação ao primeiro trimestre do ano passado e de 19% na comparação com os três últimos meses de 2012. A retração do indicador é explicada pelo menor volume de vendas de celulose: 10% inferior ante o primeiro trimestre do ano passado e 21% menor do que o quarto trimestre de 2012.

As despesas de vendas totalizaram R$ 71 milhões no trimestre, alta de 1% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, mas queda de 2% ante os três últimos meses de 2012. As despesas administrativas cresceram 6% e caíram 15% em iguais bases comparativas, respectivamente.

Paradas

A Fibria informou que a parada para manutenção a ser feita na Unidade Três Lagoas foi antecipada e ocorrerá integralmente no decorrer do segundo trimestre. "Desta forma, o terceiro trimestre será impactado apenas pela parada na Unidade Jacareí", informou a Fibria. Também no segundo trimestre serão feitas as paradas programadas nas fábricas A e B de Aracruz. Já a parada na unidade de Jacareí ocorrerá entre julho e agosto, sendo a única unidade com previsão de paralisação temporária no segundo semestre.

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