Custo da CPFL com energia cresce 6,1% no 2º trimestre

O custo da CPFL Energia com energia elétrica no segundo trimestre de 2013 somou R$ 1,998 bilhão, que representa um incremento de 6,1% em relação ao segundo trimestre de 2012. O resultado do indicador, que soma o custo com a compra de energia para revenda e os encargos de uso dos sistemas de transmissão e distribuição, foi pressionado pela alta de 15,8% com a compra de energia para revenda, que totalizou R$ 1,782 bilhão. Já os custos com encargos de uso do sistema de transmissão e distribuição, por outro lado, encolheram 37% e somaram R$ 344 milhões.

ANDRÉ MAGNABOSCO, Agencia Estado

15 de agosto de 2013 | 09h49

A CPFL relembra que houve aumento de 150,7% no preço médio de compra de energia de curto prazo, parcialmente compensado pela redução de 20,2% na quantidade de energia comprada. Apenas esse saldo elevou as despesas da CPFL Energia em R$ 68 milhões no trimestre, ou 30% do gasto adicional de R$ 243 milhões apurado pela companhia na conta de custo da energia comprada para revenda.

As despesas com o custo de energia elétrica não foram ainda maiores graças ao aporte de R$ 63 milhões de recursos da CDE, além do aumento dos créditos de PIS e Cofins gerados a partir da compra de energia no valor de R$ 25 milhões.

Os mesmos recursos da CDE também tiveram impacto na linha de encargos de uso do sistema de transmissão e distribuição, resultado de um aporte adicional de R$ 61 milhões. Esse montante, somado a uma redução de 62,8% nos encargos de Itaipu, justificam a queda de 37% nos custos com encargos de uso do sistema de transmissão e distribuição.

A CPFL também reportou nesta quinta-feira, 15, um total de R$ 1,346 bilhão em custos e despesas operacionais, expansão de 30,2% em relação ao segundo trimestre do ano passado. O resultado foi pressionado, sobretudo, pelo item PMSO, composto por Pessoal, Material, Serviços de Terceiros e Outros, que cresceu 92,8% no trimestre e totalizou R$ 771 milhões.

"No segundo trimestre de 2013, houve impacto na rubrica Despesas Legais, Judiciais e Indenizações, no valor de R$ 230 milhões, principalmente em função da classificação de risco de ações cíveis e trabalhistas do contencioso de massa da companhia, para que as provisões reflitam a melhor estimativa corrente da administração", destacou a CPFL.

Além disso, a companhia aderiu ao Programa Especial de Parcelamento (PEP) de ICMS do Estado de São Paulo. CPFL Paulista e CPFL Piratininga discutiam, por meio de processos judiciais, a tomada de créditos de ICMS sobre aquisições de combustíveis e lubrificantes de veículos operacionais, com valor total de R$ 72 milhões. "Diante de decisões desfavoráveis da Justiça de São Paulo e da oportunidade oferecida pelo PEP para extinção destas discussões, que envolveu descontos de multas e juros no valor de 75% e 60%, respectivamente, a administração decidiu pela adesão ao programa, incorrendo, portanto, em uma despesa total no valor de R$ 32 milhões", explicou a companhia.

Caso fossem descontados itens específicos, como os dois citados anteriormente, as despesas na linha PMSO somariam R$ 327 milhões, acréscimo de 8,9% em relação ao segundo trimestre do ano passado, comparou a CPFL Energia.

O material trimestral da CPFL também informa que A CPFL Piratininga possuía um processo em que questionava a metodologia de cálculo do ICMS para o fornecimento de energia na cidade de Santos (SP), no valor total (incluindo valor principal, multa e juros) de R$ 159 milhões. E, assim como no caso do impasse sobre aquisição de combustível, também optou por aderir ao PEP. Com isso, reduziu os custos totais em relação ao litígio para R$ 73 milhões.

Somados os valores envolvidos nas duas decisões que resultaram na adesão ao PEP e ajustes relativos a esses processos, a CPFL Energia apurou no trimestre uma despesa extraordinária de R$ 105,4 milhões, montante que equivale a uma redução de aproximadamente 55% em relação ao valor total discutido com o governo estadual, de R$ 231 milhões incluindo multas e juros.

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