Custo de matérias-primas derruba lucro da Basf em 29%

O lucro líquido da companhia química Basf caiu 29% no primeiro trimestre de 2012, para 1,72 bilhão de euros, acima da previsão de 1,62 bilhão de euros dos analistas consultados pela agência Dow Jones. A empresa afirmou que ainda espera melhores resultados em vendas e lucros ao longo de 2012, principalmente por causa da demanda nos mercados emergentes. A companhia reconheceu que o primeiro semestre deste ano dificilmente atingirá os mesmos níveis de 2011, mas que uma recuperação deve ocorrer entre julho e dezembro.

JOSÉ ROBERTO GOMES E FILIPE DOMINGUES, Agencia Estado

27 de abril de 2012 | 16h41

O lucro antes de juros e impostos (Ebit) recuou 7% no trimestre, para 2,53 bilhões de euros, ante estimativas de 2,30 bilhões de euros entre analistas. No período, a receita com vendas subiu 6%, para ? 20,59 bilhões - também acima das projeções de 19,06 bilhões de euros.

A alta dos custos de matérias-primas foi o principal fator para o recuo no lucro. "(Esse aumento) não pode ser repassado a todas as áreas de negócios, o que pressionou as margens de lucro", disse o executivo-chefe da Basf, Kurt Bock. A demanda dos fabricantes de peças automotivas e o comércio de combustíveis limitaram a queda do lucro.

Agricultura

O Ebit do segmento de soluções agrícolas da Basf foi de 419 milhões de euros no primeiro trimestre de 2012, aumento de 22% ante os 343 milhões de euros no mesmo trimestre do ano passado. Segundo a companhia, o ano começou com "muito sucesso" nesse segmento.

Na América do Sul, a forte demanda por inseticidas favoreceu os resultados do segmento agrícola. No entanto, a seca na região sul teve efeito negativo sobre vendas. Na América do Norte, uma melhora das condições climáticas antecipou o início da temporada e elevou as vendas, especialmente de herbicidas. Também na Europa houve um aumento das vendas em relação ao primeiro trimestre de 2011, atribuído a preços e volumes mais expressivos, assim como a efeitos positivos no câmbio.

A companhia considerou um sucesso o lançamento do fungicida Xemium na Alemanha, na França e no Reino Unido. Na Ásia, houve um declínio modesto das vendas, pois o fortalecimento da demanda na China não compensou a queda no Japão, segundo a Basf.

Outros segmentos

O bom desempenho das divisões de soluções agrícolas e de óleo e gás, cujo Ebit cresceu 56%, "mostra a força e a elasticidade do portfólio da Basf", afirmou o analista Peter Spengler, do DZ Bank.

O efeito da alta das matérias-primas foi mais evidente no segmento de químicos, segunda maior divisão da Basf, da qual o lucro antes de juros e impostos recuou 39% ante o mesmo período do ano passado. Na divisão de plásticos, o Ebit caiu 42% e a receita com vendas, 4%. Segundo a companhia, a demanda do setor de construção não foi tão grande quanto à da indústria automotiva, derrubando as margens de lucro. As informações são da Dow Jones.

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