Custo de produtos da BRF foi puxado por setor externo

O vice-presidente de Finanças, Administração e Relações com Investidores da BRF, Leopoldo Saboya, disse que o aumento de 16,2% do Custo dos Produtos Vendidos (CPV) foi em sua maioria devido ao avanço dos custos no mercado externo. "Desse aumento no CPV, 22% vieram do mercado externo e 10%, do mercado interno", explicou há pouco, em encontro com analistas e investidores.

SUZANA INHESTA, Agencia Estado

30 de abril de 2013 | 10h53

Ele ressaltou que as cotações do milho tiveram um repique de preços no final da safra e, apesar dos repasses feitos tanto no mercado externo quanto interno no final do segundo semestre do ano passado, prejudicaram ainda a rentabilidade da companhia. "Mas para o segundo trimestre temos de olhar a margem de rentabilidade", disse.

O diretor presidente da companhia, José Antonio do Prado Fay, também comentou que, apesar da queda recente dos grãos, o impacto nos custos da companhia no curto prazo é relativamente pequeno. "Pode ser que no longo prazo o alívio seja maior. Mas a companhia vai utilizar de todas a suas ferramentas para preservar sua rentabilidade. Neste ano, aumentos de preços não serão estratégicos. Mas reafirmo que os custos só vão ceder num médio, longo prazo", acrescentou.

Abílio Diniz

Durante encontro com analistas, nesta terça-feira, o presidente do Conselho de Administração da BRF, Abilio Diniz, reiterou, sua expectativa de contribuir para o crescimento da companhia. "Quero que vocês contem comigo e com transparência total", afirmou, ressaltando que é a primeira vez que participa de um encontro desses pela BRF e fora do Pão de Açúcar. "Sou veterano de três semanas aqui na companhia", brincou Diniz, que acumula o mesmo cargo no Pão de Açúcar.

Já Fay disse que a nova liderança, com Abilio, vai contribuir para o novo ciclo de investimentos da companhia. "Mas é impossível falar do novo ciclo da companhia sem falar de Nildemar (Secches, ex-presidente do colegiado da BRF, que esteve à frente da fusão entre Sadia e Perdigão)", afirmou.

Segundo Fay, até junho ocorrerá a integração total das áreas administrativas e comercial das operações brasileiras, o que finaliza o processo de fusão com Sadia e Perdigão. "Mas ontem já tivemos a primeira carga e descarga de produtos no Centro de Distribuição (CD) unificado de Sadia e Perdigão", informou. Para 2013, o executivo ainda comentou que está preocupado com as vendas em volume no mercado externo.

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