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Custo e segurança devem nortear aquisição de smartphone do empreendedor

Receita de empresas que adotaram iniciativas de mobilidade pode crescer entre 5% e 10%

Bruno de Oliveira, especial para O Estado

20 de março de 2015 | 06h57

 

O uso do celular no ambiente corporativo cresce cada vez mais. Segundo dados da consultoria IDC, o segmento empresarial representa 11% das vendas dos dispositivos inteligentes no País, que somaram, em 2014, 10,4 milhões de unidades.

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A massificação dos aparelhos, e o consequente aumento do número de aplicativos desenvolvidos para empresas, fizeram com que pequenos e médios negócios usassem a mobilidade como ferramenta de trabalho.

O smartphone então passou a desempenhar um papel importante em áreas estratégicas como vendas e departamentos de gestão. E em ambos, assim como no segmento corporativo como um todo, aparelhos das fabricantes Apple, Samsung e Blackberry reinam soberanos.

Isso se dá, dizem consultores que atuam no mercado de mobilidade, pelo fato de estas empresas terem se dedicado primeiro que as demais ao mundo corporativo. "A Blackberry foi a primeira a ficar mais conhecida neste meio. Por muitos anos foi sinônimo de telefone para executivos", disse Francisco Cavalcante, da consultoria k2iP.

A penetração do smartphone da empresa canadense dentro das empresas foi amadurecendo a cultura da mobilidade e acabou abrindo as portas para a entrada das outras fabricantes, que passaram a desenvolver aparelhos com características compatíveis às necessidades das empresas.

No caso da Apple, o iPhone surgiu no segmento corporativo com a proposta de o iOS, sistema operacional da marca, ser um ambiente seguro para aplicações e ferramentas móveis. O apelo comercial deu certo e a empresa conseguiu desbancar a Blackberry como a preferida das empresas e hoje detém o mercado de mobilidade corporativa, segundo dados do IDC.

A sul-coreana Samsung, por sua vez, vem buscando aumentar sua popularidade neste mercado, sobretudo com os aparelhos da linha Galaxy.

Ao contrário do que acontece no mercado global de aparelhos, onde a empresa figura como líder com 54% do total de vendas no mundo todo, no ambiente corporativo o Android, sistema operacional dos seus aparelhos, ainda enfrenta resistência por parte das empresas.

Segundo Adriana Bombassaro Alexandre, diretora de produtos da Teclógica, embora a participação de mercado das marcas de smartphones seja bem definida, o empreendedor precisa atentar para outras questões antes de escolher o aparelho que vai usar dentro do seu negócio.

“A procura pelo tipo de plataforma depende muito da necessidade de cada cliente. Atualmente, o mercado brasileiro tem adotado mais a tecnologia Android. A diferença pela oferta precisa ser bem analisada para agregar e trazer mais benefícios e interatividade", disse a executiva.

Pesquisa encomendada pela Unisys sobre o mercado nacional de mobilidade apontou que os setores que mais se beneficiam são o de atendimento ao consumidor, gestão de relacionamento com o cliente, operações internas, vendas, RH, finanças e TI.

57% dos 450 executivos das áreas de negócios e tecnologia de 13 países, incluindo o Brasil, apontaram no estudo que o percentual da receita das companhias aumentou entre 5% e 10% em 2013 por conta das iniciativas de mobilidade.

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