Tasso Marcelo
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Custos em alta e margem menor levam Ambev a fabricar latinhas

Unidade em Sete Lagoas receberá investimentos de R$ 700 milhões em três anos e deverá ser inaugurada em 2020

Flavia Alemi, O Estado de S.Paulo

06 de agosto de 2019 | 04h00

Com custos em alta e margens de lucro diminuindo, a Ambev começou a construir sua primeira fábrica de latinhas no fim de semana. Segundo a empresa, uma das metas é reduzir a dependência do mercado externo.

O investimento para construção da fábrica será de R$ 700 milhões, distribuídos ao longo de três anos. Localizada em Sete Lagoas (MG), a unidade deverá atender, inicialmente, às demandas das cervejarias de parte das operações da região Sudeste. A fábrica deverá ficar pronta em 2020, com área construída de 45 mil m² e utilização de energia 100% renovável. Serão produzidas latinhas de 350 ml e de 437 ml, destinadas tanto para cerveja quanto para bebidas não alcoólicas.

De acordo com a companhia, o projeto já estava sendo estudado e será a sétima operação verticalizada no Brasil. Além da produção de latas, a Ambev tem duas operações de produção de extratos e rolhas em Manaus, uma de rótulos em São Paulo, uma de vidros no Rio de Janeiro e duas maltarias no Rio Grande do Sul.

De acordo com as demonstrações financeiras da Ambev dos últimos seis trimestres, os preços mais altos das commodities, especialmente do alumínio, têm pressionado custos. Apenas nos primeiros seis meses de 2019, o custo dos produtos vendidos saltou 33,3%. No ano passado inteiro, a alta foi de 4,9%.

A margem de lucro da empresa, por sua vez, vem em queda desde 2011, quando atingiu o pico de 71,9%. De lá para cá, a trajetória descendente levou a linha a 64,3% no ano passado.

Segundo a companhia, cerca de 80% do custo do produto no Brasil são variáveis. Em média, 40% vêm do alumínio, enquanto 15% são malte. No caso da commodity metálica, o pico dos preços nos últimos três anos ocorreu em abril de 2018.

Ao divulgar os resultados de 2018, a Ambev informou que, neste ano, os custos sofreriam com alta das commodities e a depreciação do real.

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